Tiração de onda esse clipe de “Grindin;”, do Nobody Beats The Drum, dirigido por Rogier van der Zwaag. Dica do Gross Murinho, um sujeito alheio a vida digital, me deixando sem ter para onde linkar.
Um dos bateristas mais respeitados do mercado, Vinnie Colaiutta gravou com todo mundo, de Herbie Hancock e Jeff Beck a Megadeth e Sandy & Junior.
Fui numa Apple Store, estava tendo um workshop de Logic, programa de gravação, programação e edição de música e resolvi dar uma olhada.
O apresentador ia explicando o processo a medida que ia criando uma faixa. Depois que o sujeito adicionou uma linha de baixo via teclado, resolveu deixar o som mais real e apertou o botão “humanize”. Supostamente, essa função esquenta a gravação.
É um paradoxo e tanto um botão que pretente humanizar digitalmente uma gravação. É um tanto inútil também, pode-se dizer.
Se você pensar bem, poucas coisas são mais humanas do que um som robótico. Nada na natureza soa parecido com as máquinas inventadas pelos homens e os sons eletrônicos por elas produzidos são diretamente ligados a seus criadores.
Enquanto o computador busca soar humano, bateristas de técnica perfeita costumam receber elogios que os comparam a máquinas, como relógios e metrônomos. A execução de tempos perfeitos é tida como sobre humana, encontrando paralelo apenas nas máquinas.
Até o dia em que viraremos todos uma coisa só. Blip.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo.
Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.