terça-feira

10

janeiro 2017

0

COMMENTS

Os bailes black e a ditadura nos anos 70

Written by , Posted in Música, Urbanidades

filipetabaileblacksoul1970

Historiadores que pesquisam a documentação do Departamento de Ordem Política e Social do antigo estado da Guanabara (DOPS/GB) tiveram uma surpresa ao abrir algumas pastas do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ):

“Um dia, entretanto, quando realizávamos pesquisa para a Comissão da Verdade do Rio, nos deparamos com algo diferente: eram filipetas dos anos 1970, que divulgavam bailes de música soul em clubes dos subúrbios cariocas, promovidos por equipes de som como Furacão 2000 e Soul Grand Prix. Apreendido pela polícia política, esse material constitui uma pequena parte de um conjunto de documentos que viriam a ser produzidos pelo DOPS sobre o tema. De relatórios de diligências em bailes a registros de interrogatórios de DJs, a documentação demonstra uma grande preocupação do órgão com a realização dos eventos.”

Leia o texto completo “Dançando sob a mira do DOPS: bailes soul, racismo e ditadura nos subúrbios cariocas nos anos 1970”.

terça-feira

10

janeiro 2017

0

COMMENTS

sexta-feira

6

janeiro 2017

0

COMMENTS

A estranha história do MC Beijinho e o sucesso de “Me Libera Nega”

Written by , Posted in Digital, Música

mc-beijinho

O clipe da música foi lançado dia 27 de dezembro (um dia após “Deu Onda (meu pau te ama)”) e já bateu quase meio milhão de visualizações só na publicação original. Mais bizarro do que a velocidade que esses hits estão pegando, é a história por trás da canção (mesmo sem ter certeza se acredito nisso tudo).

O resumo dos bastidores de mais um possível hit do verão é esse aqui:

A música é de autoria do baiano Ítalo Gonçalves Conceição, que ficou conhecido depois de cantar o refrão do hit ao ser preso, em novembro do ano passado, por roubo. Na época, a cena ficou famosa e levou Ítalo, que virou MC Beijinho, até produtores na Bahia que o chamaram pra gravar a música oficialmente e produzir um clipe. O cantor e compositor baiano Filipe Escandurras, conhecido por criar hits como “Lepo Lepo”, também gravou a faixa e está fazendo sucesso com ela.

Uma história assim correndo em paralelo a dia repletos de rebeliões no falido sistema penitenciário brasileiro. É pra pensar.
2017 promete.

O negócio começou assim:

Ganhou gravação e clipe oficiais, virou hit e agora está assim:

Caeatano, claro, já caiu dentro (Luan Santtana, Simone e Simaria e o jogador Daniel Alves também):

quarta-feira

4

janeiro 2017

0

COMMENTS

MC G15: 2017 chegou dando onda

Written by , Posted in Digital, Música

mcg15
MC G15 (fonte: Facebook)

Nove dias. Foi tudo que MC G15 precisou – além, supõe-se, de um bom investimento de mídia – para estourar “Deu Onda” em escala nacional e cravar o possível hit do verão.

Desde o lançamento do clipe dia 26 de dezembro no Canal Kondzilla (um atalho para o sucesso atualmente), uma busca básica no YouTube soma 100 milhões de execuções. Fora 8 milhões no Spotify. A música encabeça a lista viral também do Apple Music e Deezer. O G1 apontou um dado interessante: “o clipe com a faixa sem palavrões, lançado há 10 dias, já tem cerca de 32 milhões de acessos. Destes acessos, 5 milhões aconteceram entre 20h do dia 31 e 15h do dia 1º.” Annita e Neymar já citaram a música. A letra, uma declaração de amor que fala em “meu fechamento é você”, já está se tornando um hino da fidelidade, com jogadores de futebol como Ricardo Goulart postando clipes dançando com sua respectiva.

A letra não é essa fofura toda, no entanto. Na versão não-comercial, “o pai te ama” vira “meu pau te ama” e segue por esse caminho. Produzida por Jorgin DJ, a base rasteirinha (que não é exatamente uma rasteirinha, segundo o produtor Leo Justi em comentário num post do Omulu sobre a música) é muito boa, como tem sido algumas dessa safra ostentação do funk paulista. O produtor RD da NH sempre se destaca, com produções para nomes como MC Livinho. Nada estoura, é tudo pra trás, minimalista, longe dos tradicionais tamborzão ou volt mix.

Agora é ver se MC G15 consegue se segurar ou vai tão rápido quanto chegou, num ciclo que vem ficando cada vez mais curto.

“Meu Pau te Ama” (versão proibidão):

“Deu Onda” (versão light):

Versão sem censurando a palavra maconha (em pleno 2017…):

sexta-feira

30

dezembro 2016

1

COMMENTS

Os bons discos internacionais de 2016

Written by , Posted in Destaque, Música

bons discos internacionais 2016

Santo Spotify que não deixa eu me perder. No ritmo que vamos, já daria pra fazer lista de melhores do mês mais extensa que essa aqui com alguns destaques de 2016. A cada ano as listas de preferidos de cada pessoa vão ficando mais diferentes entre si – e isso é ótimo. Faz cada vez mais sentido a abordagem adotada aqui no URBe há alguns anos: em vez de “melhores”, os “bons discos”. Afinal, essa lista tem se tornado cada vez mais pessoal e tido cada vez mais a ver com o que bateu e o que não bateu, medido não apenas por critérios técnicos (embora eles sigam sempre fundamentais para uma boa audição).

Confira também as listas de com Os bons discos nacionais de 2016 e Os bons shows de 2016.

O disco internacional de 2015: 

O disco é quase bobo. Traz quase nenhuma inovação e exatamente por isso agarra por dentro. Como pode mais um disco de inspirações folk ressoar tanto? É simples (com trocadilho): boas composições, boas melodias e boa execução. É muito cedo pra dizer se daqui alguns anos esse vai se tornar o disco mais memorável de 2016. Mas em pleno 2016 foi o que mais rodou por aqui.

Whitney, “Light Upon the Lake”

A Tribe Called Quest, “We Got It from Here… Thank You 4 Your Service”

Andy Shauf, “The Party”

BadBadNotGood, “IV”

James Blake, “The Colour in Anything”

Romare, “Love Songs: Part Two”

Anderson .Paak, “Malibu”

Kaytranada“99,9%”

Charles Bradley, “Changes”

Rihanna, “Anti”

NxWorries, “Yes Lawd!”

Branko, “ATLAS Expanded”

Frankie Cosmos, “Next Thing”

Gabriel Royal, “Gabriel Royal”

Glass Animals, “How to Be a Human Being”

Lee Fields & The Expressions, “Special Night”

Todd Terje & The Olsens, “The Big Cover-Up”

Childish Gambino, “Awaken, My Love!”