Está disponível na rede, até 18 de maio, a coletânea “Bootleg this!”. São 23 faixas – algumas inéditas – de artistas como Victor Rice, Steady Ups, Dr. Echo e King Django, passeando por diversos sub-gêneros do ska (reggae, dub, rocksteady, etc.).
O saite foi montado especialmente para que as pessoas possam baixar não só as músicas, mas também a capa e contracapa do disco, gratuitamente. O objetivo é divulgar o ska e os artistas envolvidos.
A dica é do próprio Victor Rice, que toca baixo no disco “Dub side of the moon”, já resenhado aqui.
Lançado em 1991 e tido até hoje como um dos melhores vídeos de skate já feitos (pau-a-pau com “Animal chin”) “Video Days” traz algumas curiosidades. A fita é produzida e dirigida por Spike Jonze, o mesmo de “Quero ser John Malkovich”, “Adaptação” e de diversos clipes, como “Buddy Holly”, do Weezer.
Mais. Uma das estrelas do vídeo é Jason Lee. Conhecido hoje em dia por suas participações nos filmes de Kevin Smith (“Barrados no shopping”, “O Balconista”, “Procura-se Amy”) ou por sua interpretação do vocalista temperamental da banda Stillwater, em “Quase famosos”, Lee foi antes de tudo um skatista profissional. O cara teve até uma linha de tênis da Airwalk com seu nome. E é ele quem aparece andando de skate no clipe do Sonic Youth, “100%”.
Spike Jonze não se afastou tanto assim do mundo do skate. Ele é um dos criadores do sucesso da mtv “Jackass”, produzido em conjunto com alguns skatistas. O programa nada mais é do que um vídeo de skate sem as cenas de esporte. Todas aquelas mongolices podem ser vistas, entre uma manobra e outra, nesses vídeos. Queimar carros, quebrar coisas, se tacar de/em lugares bizarros, tá tudo lá.
A experiência de gravar parte do novo disco, “Think tank”, no Marrocos e o projeto “Mali music” em Mali, parecem ter agradado o líder do Blur, Damon Albarn. Ele está decidido a novamente buscar novas sonoridades na fonte.
Dessa vez o destino do Blur seria Bagdá. Albarn diz que ama os arranjos de cordas e vocais da música iraquiana e que vem considerando gravar no Iraque há alguns anos, esperando com isso contribuir para mudar a percepção do ocidente em relação ao cultura islâmica.
O único bar da orla do Leblon vai acabar. Assediado por uma construtora, nem o próprio dono nega o interesse em vender o terreno. Mais um clássico que se vai.
Nesse ritmo, não vai sobrar nada da minha juventude para eu visitar quando estiver velho. Só se conserva o que é muito antigo e já tem história. O atual, sem tempo suficiente de criar essa história, não resiste e desaparece.
Em um período de cem anos, a meu ver, haverá um buraco arquitetônico significativo: só existirão construções do início do século XX e as do final do XXI. Nosso passado não vai existir.
Rock farofa, glam, poser, chame como quiser. Ele está de volta. Com o verão se aproximando nos EUA, estão programadas turnês conjuntas de Skid Row e Poison.
Enquanto isso, Slash, Duff, Izzy e Matt Sorum, ex-integrantes do Guns ‘n’ Roses, montaram uma banda nova, a Velvet Revolver. Depois de testarem 100 vocalistas a disputa final ficou entre Scott Weiland, garoto-problema do Stone Temple Pilots, e Sebastian Bach, do Skid Row. Weiland levou a parada e a banda promete disco para o começo de 2004.
Na era do bastard pop, em que produtores como a dupla 2ManyDJs embaralham clássicos do rock e das pistas em uma só música, o rock não fica atrás. Depois do Audioslave, fusão de integrantes do Rage Against the Machine e Soundgarden, vem aí o Stone Temple Roses. Ou Guns ‘n’ Pilots, mais coerente com o momento político atual.
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.