segunda-feira

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janeiro 2011

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Transcultura #034 (O Globo): Burro Morto, Rikki Ililonga

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Texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Baptista conduz o Burro Morto
“Baptista virou máquina” é o primeiro lançamento nacional a vazar na rede em 2011
por Bruno Natal

Baptista vive num lugar onde as pessoas, graças a avanços médicos, apenas trabalham. Ele não dorme, não tem vida, não sente nada. Até que um dia, graças a um acidente, Baptista desmaia e sonha com todas as capacidades perdidas pelos seres humanos: amor, arte, alegria. Essa é a premissa do roteiro que inspirou “Baptista Virou Máquina”, do grupo nordestino instrumental de afrobeat, rock e psicodelia Burro Morto, primeiro lançamento nacional a vazar na rede este ano.

– O disco foi feito em cima desse roteiro e da vida desse personagem, o Baptista – conta Haley, tecladista do grupo paraibano. – O disco se divide em dois momentos, antes e depois dessa descoberta do Baptista.

No disco anterior, “Varadouro”, as músicas foram compostas livremente, cada uma numa onda. Desta vez, as composições nasceram juntas, em estúdio, tendo mais unidade entre si. Isso porque o disco tinha como objetivo representar musicalmente o roteiro não filmado que motivou a gravação. Cada música conta uma parte dessa história. Depois de pronto, o cineasta Carlos Downling fez um filme para ilustrar as músicas, invertendo a ordem usual desse tipo de colaboração, quando a trilha serve às imagens.

– Nesse caso, o filme é uma trilha visual para o disco – explica Haley. – No estúdio, discutíamos sobre o roteiro e como faríamos para representar aquilo musicalmente. Além de pensar sempre na interligação dessas faixas, como se fossem uma linha de tempo.

A banda vê com bons olhos a divulgação e o burburinho causados pela estreia antecipada do trabalho, tanto é que eles mesmos tuitaram o link para quem quiser baixar. Mesmo porque o lançamento oficial do disco trará também um DVD, com o filme inspirado no disco e um registro das gravações.

Tchequirau

“Dark Sunrise” é uma antologia do mestre do zamrock, o zambiano Rikki Ililonga, a frente da sua banda, Musi-O-Tunya, lançada pelo selo de Now Again e vendida na página da gravadora Stones Throw.

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