segunda-feira

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novembro 2010

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Transcultura #025 (O Globo): swUS, Tron Legacy

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Texto da semana passada da coluna “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Começou com o SWU
Grupo de amigos cria uma versão alternativa e miniatura do festival
por Bruno Natal

Antigamente, se um grupo de amigos se reunisse pra organizar uma farra numa fazenda, regada a muito som e alegria, isso era apenas mais uma festa. Hoje em dia, pode virar um festival. Foi isso que aconteceu com o grupo de mineiros do coletivo I Love Bubble. O que começou como frustração com a aplicação prática dos conceitos do festival paulista SWU, repercutiu, atraiu 210 pessoas de maneira informal e tornou-se em algo maior: um festival com curadoria e produzido pelo próprio público.

Dispostos seguir a risca a sigla do SWU (que significa Starts With You – “Começa com você”), Bernardo Biagioni (jornalista, 22), Ricardo Villela (pilot de avião, 22), Gregorio Kuwada (estudante de comunicação, 21) e Raul Sampaio (estudante de direito, 21) chegaram a Fazenda Maeda, em Itu, local do festival, dois idas antes do início do evento. Sem ingressos, sem credenciais e sem muito dinheiro, armados com uma barraca de acampar, 100 discos, duas vitrolas, um mixer e uma caixa de som, estavam na disposição de fotografar, filmar e colocar um som para quem estivesse trabalhando.

– Estávamos com muita vontade de contribuir da nossa maneira com o festival, quatro malucos documentando tudo, profetizando um tanto de coisas sobre a importância de um evento como este nos registros da história da música, de uma geração. E ninguém lá colocou fé nas nossas palavras sinceras – explica Bernardo.

Apesar da iniciativa ousada ter ganho a simpatia inicial de um dos produtores do evento, eles acabaram empurrados de um assessor para o próximo até serem esquecidos. Ainda assim, acamparam numa pousada em Sorocaba em troca de atuar como DJs no café da manhã, conseguiram assistir aos dois primeiros dias do festival e na volta pra casa, trouxeram a semente do seu festival.

– Nossa frustração não era com o sistema de funcionamento do festival, mas com o fato dos organizadores não acreditarem nas nossas palavras e esforços de querer contribuir e registrar esse momento histórico de outra perspectiva. Provavelmente pensaram que éramos apenas jovens malucos querendo assistir meia dúzia de shows sem gastar um centavo – lamenta Ricardo.

Chegando em casa, empolgados com os shows e por terem conhecido pessoas de várias partes do país, decidiram organizarar uma festa de três dias na fazenda do Ricardo, em Nova Lima, nos arredores de Belo Horizonte, no final de semana seguinte. Assim, nasceu o swUS (Starts With Us – “Começa com a gente”).

O único requisitido para ser um das 100 pessoas a participar do evento era mandar um e-mail e seguir as instruções que chegavam, junto com o endereço, logo em seguida: criar (“fique a vontade para levar filmes, plantas, discos, essências para sauna, fotos e roupas coloridas”), acampar e pagar o valor do ingresso para os três dias, com preços diferentes para homens (R$50) e mulheres (R$ 30) – uma estranha prática das piores festas.

Divididas em três tendas (Vampire Weekend, Trouble e Cinema, com exibição de filmes), as atracões eram eles mesmos e amigos, tocando, expondo fotografias e interagindo.O que deveria ter sido uma festa para amigos chamou atenção da cidade, com o número de interessados ultrapassando em muito o limite de públco proposto. O formato despertou interesse e pode, se afinado, tornar-se num modelo diferente de evento, lembrando o californiano Burning Man.

– Fomos coerentes com o nome do nosos festival e deixamos todo mundo se expressar à sua maneira – diz Bernardo.

Agora há uma expectativa de uma segunda edição mais elaborada. Os organizadores dizem que vão continuar e que a ideia é crescer.

– No mês que vem faremos um festival modesto, com poucas bandas, queremos o Tio Lúcio de DJ – conta Bernardo, em referência ao jornalista Lúcio Ribeiro, um dos primeiros a divulgar o resultado da iniciativa. – Nós vamos mudar o mundo – completa.

Pretensioso, sem dúvida. Ao menos eles já começaram.

Tchequirau

Os produtores de “Tron: Legacy” continuam regulando informações sobre a trilha do filme, composta pelo Daft Punk. Esses dias soltaram um pedacinho de 1 minuto e 30 segundos de “The Game Has Changed” no Facebook, o trecho mais longo liberado até agora. Também não é pra tanto.

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  1. Guilherme Fassy
  2. Guilherme Fassy

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