terça-feira

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julho 2010

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Transcultura #008 (O Globo): Tulipa, iPad

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foto: CGauer
(sem PDF dessa vez…)

Texto da semana retrasada da coluna coletiva que publico as sextas no jornal O Globo:

Fique de olho em Tulipa Ruiz
por Bruno Natal

Com a quantidade de novas cantoras que têm surgido ultimamente, dá até uma certa preguiça de conhecer a fundo cada uma. Principalmente porque boa parte delas soa exatamente igual. Tulipa Ruiz, santista que vive na capital paulista, quebra a mesmice com seu disco de estreia, “Efêmera”. Ao mesmo tempo retrô e olhando para a frente, mesmo repleto de participações especiais (Kassin, Tiê, Céu, Donatinho…), é a despretensão que norteia o trabalho, sem as afetações e modernices gratuitas que vêm estragando uma safra inteira. Não à toa, o disco aconteceu quase por acaso, como a própria Tulipa conta nesta entrevista.

Quem é você?

TULIPA: Nasci em Santos, cresci no sul de Minas e atualmente moro em São Paulo. Trabalhava em uma agência de comunicação e levava a música junto, até que chegou uma hora em que tive que optar. Resolvi parar de escrever sobre o mundo corporativo e fui tentar só cantar e desenhar. Isso foi em 2008, dezembro. Mais tarde, ganhei um computador com um “Garage Band”, que é um tipo de “Paintbrush”, só que de som. Comecei a gravar umas coisas em casa. Estreei essas músicas no ano passado, em um festival no Teatro Oficina. Aí formei uma banda, e foi um ano de experimentação desse repertório. O disco foi uma consequência dos shows. Posso dizer que “Efêmera” é meu primeiro projeto.

Como foi a gravação do disco?

Tocamos muito no ano passado e estávamos com o repertório no gatilho. Gravamos rápido, em um mês. O Gustavo Ruiz, guitarrista da banda e meu irmão, foi quem produziu o disco. Gravamos em dois dias as bases. Nos dias seguintes fizemos as participações.

Muita gente diz que o mercado anda saturado de cantoras. O que você tem de diferente?

Tem muita cantora legal por aí, eu gosto de várias. Elas me inspiram, assim como as cantoras consagradas. Não tenho distanciamento para destacar uma diferença específica no meu trabalho. As minhas músicas surgem contemporâneas porque foram feitas hoje, mas no fundo não há uma preocupação de unidade estética. O que me move é o que está na minha frente

Você também desenha?

O desenho veio a partir da música. Quando me mudei para São Paulo, fui fazer faculdade de Comunicação em Multimeios na PUC, que foi o jeito que eu achei de experimentar de tudo um pouco. Meus desenhos sempre têm títulos musicáveis, e minhas músicas sugerem imagens. Na hora de gravar o disco foi a chance de misturar tudo, as minhas referências musicais e plásticas. Fiz a capa, que é uma cabeça de tulipa com um corpo-caule. E chamei amigos para desenhar tulipas no encarte. Afinal, eu tive a sorte de ter sido batizada com um nome que tem um correspondente gráfico.

Tchequirau

O texto “Porque eu devolvi o meu iPad”, de Peter Bregman se espalhou pela rede e foi traduzido para o português.Excelentes pontos para se pensar sobre o modo como administramos o nosso tempo nessa era em que tanto conteúdo está disponível na palma da mão.

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