urbe 7 anos Archive

segunda-feira

14

fevereiro 2011

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URBe, 7 anos: a festa

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fotos: Party Busters e I Hate Flash (tem bem mais aqui e aqui)

A festa de 7 anos do URBe (e 10 meses) foi mesmo de ventar a peruca. Aprontada as pressas, quase emendando no aniversário de oito anos do saite, foi uma ação entre amigos e para os amigos, pra data não passar em branco.

urbe7anos_exponhozias
Expo Nhozias

As coisas andam tão corridas por esses lados, que como em um dos quadros da exposição que o Leonardo “Nhozias” Uzai montou especialmente para ocasião, as vezes não a cabeça vira o pé.

A mistura da escalação dessa edição da festa foi uma das mais abrangentes em termos de estilo, e por isso também uma das mais interessantes. O início da noite foi pura transgressão.


mariomaria

Passavava de meia-noite quando o mario maria começou o seu show. Sozinho com o violão, iluminado por um abajur, o clima era tão intimista que Mario queria que desligassem o ar-condicionado do salão para diminuir o ruído (o que transformaria o resto da noite numa sauna, impossibilitando o pedido ser atendido).

O 00 estava enchendo, as pessoas buscando a pista de dança e, do lado de dentro, o público e o músico pediam silêncio para executar as delicadas canções lo-fi. Dadas circunstâncias, contra todos os prognósticos, o show ficou cheio e agradou.

urbe7anos_joaobrasil_aori
João Brasil e Aori

Do clima banquinho e violão, o público foi lançado para a primeira apresentação conjunta de João Brasil com MC Aori, executando ao vivo alguns dos mashups de rap nacional com pop brasileiro do projeto 365 Mashups do João, com um foco nas que já tinham a participação de Aori.

A química entre os dois foi boa. A cancha de Aori como MC, no mais amplo sentido do termo, combinou perfeitamente com a farra das produções do João. O MC falou a beça entre as músicas, sintonizando a pista com o que acontecia no palco, facilitando o entendimento.

urbe7anos_BrunoNatal

Abri a pista propriamente dita logo depois. Fui pego de surpresa – achava que começaria dali a 20 minutos – e tomando uma rasteira, uma vez que antes de terminarem o set deles, a dupla largou “Like a G6 tocando”, exatamente o que tinha pensado em usar pra fazer a transição.

urbe7anos_pista

Corre daqui, corre dali, fui apelando pra um hit atrás do outro, a turma foi gostando e fui indo por esse caminho mesmo. Divertido.

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Filipe Raposo e Gustavo MM

Coube a Filipe Raposo e Gustavo MM cozinhar a pista com o Ajax e seu set de disco africana. Belezura de set desse projeto inesperado, filhote da Cheetah, que promete.

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DJ Nepal

Fechando a noite, o Nepal aprontou mais um dos seus bailes, tocando de revival 90 à uma sequência de quatro reggaes sem perder a pista. Não é mole não, ver o Nepal tocar é lembrar da grande diferença entre DJ e bota som.

A essa altura da noite, já estava tudo borrado e rodando. Bela comemoração, que não podia deixar de acontecer. Daqui a dois meses tem mais, na festa de 8 anos.

quinta-feira

10

fevereiro 2011

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Hoje tem: URBe, 7 anos!

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É hoje! Deixe seu nome no ListaAmiga ou confirme seua presença no Facebook. Só não deixe de ir.

Aproveitando o aniversário do URBe, o Party Busters me entrevistou pra falar dos primórdios dessa página de internet, a grande rede mundial de computadores.

00
URBe, 7 anos
23h mario maria (ao vivo)
0h João Brasil x MC Aori (“Rap Nacional” ao vivo)
1h Bruno Natal
2h Ajax (Filipe Raposo + Gustavo MM)
3h Nepal
Expo: Leonardo Uzai
10 de fevereiro
23h
R$ 20 (na lista amiga, até 0h), R$ 30 (na lista amiga, após 0h), R$ 40 (penetra)

quarta-feira

9

fevereiro 2011

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5 perguntas (URBe 7 anos) – DJ Nepal

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Uma das atrações da festa de 7 anos do URBe (nessa quinta, 10 de fevereiro), o DJ Nepal já tocou em outras duas edições da festa, com o Neskal e com o Apavoramento. Dessa vez ele vem sozinho. Antes de ler a entrevista, baixe o set de soul que o Nepal preparou pra sonorizar o verão.

URBe – Hoje você é um veterano. Qual tua história com os toca-discos?

Que isso Bruninho, que palavra forte, “veterano”… Prefiro dizer que sou um eterno gatoro de Nikiti kkkkk Meu envolvimento com música veio dos tempos de garoto em Nikiti.

Nepal – Sempre gostei muito de música e sempre tive um envolvimento sentimental com isso, sabe, essa coisa de mostrar (aplicar os amigos com músicas novas). Isso sempre fez parte da minha vida mesmo antes de tocar a parada de comprar o vinil ou cd e ir pra casa e ficar ouvindo e dividir aquela experiência com os amigos era muito natural da minha galera de Nikiti (Black Alien, Tabalipa, DJ Castro, entre outros). Trocávamos ideias sobre músicas e novas bandas e organizamos festinhas para mostrar aquilo para outros e outros.

Sempre fui de manipular som, começar a tocar foi bem natural. Hoje posso dizer que já toquei em muitos lugares pelo mundo onde a música me levou (Portugal, Espanha, Londres, Paris, NY e grandes festas, festivais e clubes pelo nosso Brasil afora), já dividi cabine com artistas que sou muito fã (Africa Bambaata , Anthony Rother, Josh Wink, e Mayer Hawthorne, entre outros q não vou lembrar agora). Já tive projetos de live com renomeados artistas brasileiros, como Fausto Fawcett e Azymuth.

URBe – Como você se prepara pra um set? Ultimamente te vi tocando em tudo quanto é tipo de festa e você tem sempre um set redondo na manga.

Nepal – Ouço muita coisa e pesquiso bastante, desde de música atual a coisas antigas, que as vezes passaram batido por muitos. Procuro misturar bastante e tocar olhando pra frente, percebendo a expressão e o sentimento. Aprendi uma coisa sendo DJ: controlar uma pista é maior troca de energia com o público, pois você está ali despertando sentimentos e fazendo uma troca de energia com pessoas que você nem conhece, é meio como um ritual. Acima de tudo a música tem esse poder.

URBe – Tem alguma coisa que você goste mais de tocar?

Nepal – Meus sets são ecléticos, porém tem sempre uma linha que acredito funcionar bem, que é groove funk & soul . Dae procuro variar bastante dentro do tema proposto, mas não esquecendo minha alma funk & soul .

URBe – Tem rolado outros projetos? Algum live nos planos? A quantas anda Apavoramento, Neskal, Bife, etc?

Nepal – O Apavoramento e Neskal quem sabe um dia façam um show, acho que seria algo mais maduro. Tenho todas as tracks abertas no HD. Quanto ao Bife, temos nos encontrados e o disco sai esse ano com certeza.

Tenho vontade de um dia juntar tudo e me lançar como cantor… kkkkkkk Brincadeira o cantor. Mas juntar tudo no palco tenho vontade, apavora+neskal+bife+fawcett=muito groove bom!

Namastê e paz no coração pra geral, quinta vamos a mais um Ritual URBe, agora 7 anos!

URBe – Deixe um top 5.

Nepal:

Johnny “Guitar” Watson, “Superman Lover”

DJ Agent 86, “All About The Money” (DJ Butcher’s Maguire Edit)

Max Essa, “Uptown Vibration”

Kosmetiq & Mirrorsoul, “Keep On Lovin’ Me”

Midnight Missy, “Midas Dutch” (Jay.Soul Blend)

quarta-feira

9

fevereiro 2011

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5 perguntas (URBe 7 anos) – João Brasil & Aori

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Atrações da festa de 7 anos do URBe, nessa quinta, 10 de fevereiro, João Brasil e MC Aori falam do encontro e o que estão preparando juntos:

URBe – Vocês dois já tocaram juntos? Como se conheceram?

Aori – Nos conhecemos no Twitter! Somos um projeto mashup virtual. Se na gringa tem os GORILLAZ, nós somos os MICOS!

João Brasil – Nunca tocamos juntos! Ainda não nos conhecemos formalmente/pessoalmente, hoje vou encontrar com ele pela primeira vez. Fiz mashups com vocais dele no meu projeto 365 Mashups. Conheço o trabalho dele da época dos Inumanos.

URBe – O que estão armando para a apresentação?

Aori – Vamos aproveitar os mashups que o J. fez ano passado com os acapellas do INUMANOS e mandar brasa. E devem rolar uns freestyles também.

João – Vamos ensaiar. Vamos tocar algumas surpresas que vamos inventar amanhã.

URBe – O que acham do trabalho um do outro?

Aori – Curto bastante a criatividade e a sensibilidade do Joao na hora de fazer uns mash ups, gostaria muito de fazer música com ele pro próximo disco do INUMANOS. Rola um bom humor e os lances são FRESH.

João – O Aori é um guerreiro cultural. Gosto de toda a movimentação artística dele: Inumanos, Liga dos MCs, … Acho que ele é um dos grandes e melhores representantes da arte urbana no Brasil.

URBe – Então vamos testar: criem três mashups, agora!

Aori:

Fela Kuti vs. Banda Black rio, “De onde vem Mr. Follow Follow”

Kanye West e Jay-z vs. Lil Jon e Catra, “Machuka Power”

Terra Preta vs. Sade, “Soldier of Crises”

João:

Jorge Ben X Caspa

MC Aori X Gaby Amarantos

Hermeto Pascoal X Emicida

quarta-feira

9

fevereiro 2011

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5 perguntas (URBe 7 anos) – Leonardo Uzai

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Como sempre acontece, a festa de 7 anos do URBe (nessa quinta, 10 de fevereiro), terá uma exposição. O artista convidado esse ano é o Leonardo Uzai:

URBe – Quais suas referências, profissionais e pessoais?

Leo – Sempre fui fissurado em graffiti, desde criança, além de adorar tipografia e cartoons. Estudei desenho industrial e através de pesquisas em vários seguimentos em arte, acho que consegui misturar diversas influências na minha linguagem.

URBe – Quem são outros artistas do Rio que você admira?

Leo – Admiro muitos artistas, tanto no graffiti quanto nas artes plásticas e na música, o que torna essa pergunta bem difícil. No final do ano passado fui convidado para fazer parte do Fleshbeckcrew, grupo que sempre admirei no graffiti carioca. Mateu Velasco, Ment, Gais, Felipe Motta sao artistas que influenciaram muito também.

URBe – Que peça você gostaria de produzir e até hoje não conseguiu?

Leo – Pintar um prédio inteiro. Um prédio bem grande de preferência.. rsrs

URBe – Você acha que o grafite anda saturado? Ultimanente parece que tudo tem que ser grafitado…

Leo – Acho que o graffiti, assim como outros seguimentos de arte, as vezes sofre banalizações, mas isso não necessariamente diminui sua força como forma de expressão.

URBe – O que vê de novo na arte de rua? Como sair do lugar comum e continuar relevante?

Leo – Com as constantes inovações da tecnologia, surgiram novas ferramentas para serem usadas na rua. Uma das que mais me chama atenção é o mapping, onde o artista mapeia qualquer superfície e projeta imagens em lugares inusitados. Para sair do lugar comum você precisa estar em um estudo constante, sempre antenado na política, na religião e outros fatores que tem poder sobre a sociedade. A relêvancia do trabalho vem quando o artista consegue de alguma maneira dialogar com o público.

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