lykke li Archive

terça-feira

31

julho 2012

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Tame Impala, “Thats All For Everyone” (Fleetwood Mac)

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Antes do lançamento do novo disco, “Lonerism, o Tame Impala (a caminho do Brasil) encontrou tempo para participar do tributo ao Fleetwood Mac, “Just Tell Me That You Want Me”. Ficou massa a re-interpretação de “Thats All For Everyone”.

http://youtu.be/w3tP5LcY7ro

Ouça as versões do Best Coast, Lykke Li, MGMT, The Kills e outros para músicas do Fleetwood:

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sexta-feira

6

janeiro 2012

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Melhores discos internacionais de 2011

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Ano muito bom de discos e de músicas. O critério é o mesmo da lista de melhores discos nacionais de 2011 (e de sempre): a ordem dos discos é baseada no volume de audições. Sem falar que ao longo de 2012, sempre se pode encontrar um disco de 2011 que não conhecia e a lista mudar, como já aconteceu com o Tame Impala.

Deixe suas dicas nos comentários.

10.

Radiohead, “The King Of Limbs”

 

9.

The Weeknd, “House of Ballons”

 

8.

James Blake, “James Blake”

 

7.

Girls, “Father, Son, Holy Spirit”

 

6.

Real Estate“Days”

 

5.

Toro Y Moi, “Underneath The Pine”

4.

The Rapture, “In The Grace Of Your Love”

3.

Metronomy, “The English Riviera”

2.

SBTRKT, “SBTRKT”

1.

Peaking Lights, “936”

Bônus: outros bons discos de 2011 que merecem ser mencionados:

Ducktails, “Arcade Dynamics III”

Danger Mouse & Daniele Luppi, “Rome”

Mayer Hawthorne, “How Do You Do”

Lykke Li, “Wounded Rhymes”

Com Truise, “Galactic Melt”

Youth Lagoon, “The Year Of Hibernation”

Mark McGuire, “A Young Person’s Guide”

Shit Computer, “”

2562, “Fever”

Seun Kuti & Egypt 80, “From Africa With Fury: Rise”

Cerulean Crayons, “_Batch2”

Frank Ocean, “Nostalgia/Ultra”

terça-feira

21

junho 2011

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Depois do riso (vem as lágrimas)

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Essa versão do Nicolas Jaar de “After Laughter (Comes Tears)” é absurda de tão boa. Trip-hop, beats tortos, parece saído de uma inexistente continuação do clááássico “K&D Sessions”.

Não conhecia a original, de Wendy Rane. Aparentemente, só eu não sacava. Veja só.

A Lykke Li adora.

A Alicia Keys também.

quarta-feira

9

março 2011

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Transcultura #039 (O Globo): Lykke Li, Belo Monte

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Texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O lado sombrio de Lykke Li
Musa sueca deixa de lado a imagem de boa moça e lança disco com letras tristes e sons pesados
por Bruno Natal

Cansada do frio sueco, Lykke Li se mudou para Los Angeles para gravar “Wounded Rhymes” (mesmo destino escolhido pelo LCD Soundsystem para registrar seu derradeiro trabalho, “This Is happening”). Aproveitando a riqueza de paisagens disponível nos arredores, aproveitou para filmar um curta, dirigido por Moses Berkson e lançado meses antes do disco ficar pronto.

“Solarium” indicava visualmente o que estava por vir sonoramente, e não apenas pela aridez do cenário. No filme experimental, preto & branco, a loirinha aparece enterrando espelhos no deserto californiano, como se tentasse esconder as diversas leituras feitas dela mesma por tantas pessoas, e se apresentar como de fato ela mesmo se vê.

Faz sentido. O sucesso da estreia, “Youth Novels”, trouxe junto um entendimento da sua personalidade que não batia muito com algumas das letras e, principalmente, com a atitude de Lykke Li no palco. Empurrada por arranjos delicados e a fofura do seu hit “Little Bit”, a cantora era constantemente classificada como “menininha”, mesmo que ao vivo mostrasse ser uma artista inquieta, quase agressiva, tanto nas postura quanto no gestual. Aos 24 anos (tinha apenas 19 quando compôs as músicas do primeiro disco), para acabar com essa esquizofrenia, Lykke Li tomou uma decisão firme sobre que caminho seguir.

Enquanto essa semana vimos trechos de 30 segundos de todas as músicas do novo disco do The Strokes e de uma das faixas do segundo disco solo do Marcelo Camelo circularem pela rede (quem quer ouvir 30 segundos de uma música? Pra que serve isso?), “Wounded Rhymes” esteve disponível, inteiro, para audição online dias antes do lançamento oficial, essa semana.

Produzido pelo conterrâneo Björn Yttling (do Peter, Björn and John), em “Wounded Rhymes” Lykke Li assume seu lado mais sombrio. Os arranjos fofos dão lugar a uma sonoridade mais seca, cheia de espaços, pesada, marcada por percussão, stacatos, camas de órgão, reverb e distorções, envoltas numa nuvem, mesmo que rala, de psicodelia sessentista. O motivo, claro, foi um coração quebrado. A menina que antes encarava o amor, mesmo que deslocada, agora passou por ele e fala da perda. “Wounded Rhymes” tem uma personalidade que não permite momentos de leve distração como o anterior. O ouvinte é sugado para o universo proposto.

Com técnica limitada, Lykke sabe trabalhar a textura da própria voz, criando climas e conquistando na interpretação. Os momentos coloridos são poucos na tensão de “Get Some”, na discreta influência do hip hop em “I Follow Rivers” e a inclinação surf music “Youth Knows No Pain” (até onde isso é possível para Lykke Li). Entre as outras tantas canções densas, Lykke Li se permite dois momentos intimistas, cantando a tristeza acompanhada por guitarra e um vocal de apoio na minimalista “Unrequited Love” (“Amor Não Correspondido”) e apenas por um violão em “I Know Places”, até o final em que entram bateria, guitarra, teclados fazendo efeitos.

Tivesse aceito os rótulos que tentaram impor após o primeiro disco, o caminho de Lykke Li poderia ter sido mais fácil. Mais fácil, porém, raramente está ligado a melhor. Ainda bem que ela não quis. Esse disco não teria saído de outra maneira.

Tchequirau

Acostumados com a arte de montar apresentações para influenciar marcas e clientes, um grupo de publicitários se organizou para criar um movimento contra a construção da Usina de Belo Monte, na Amazônia. Tudo bem explicado – claro! – num power point e em planners4good.posterous.com

quinta-feira

3

março 2011

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Transcultura #038 (O Globo): YouTube, Likke Li

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Texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Nuvens carregadas no YouTube
por Bruno Natal

“Sua conta foi finalizada devido a múltiplas notificações de infração de direitos autorais”. Com essa mensagem seca fui avisado pelo YouTube que mais de 200 vídeos, upados desde fevereiro de 2005, primeiro mês de funcionamento do serviço, haviam ido para o vinagre. Sem aviso prévio, sem conversa, sem recurso. E não foram deletados apenas os vídeos com “problemas”. Foram todos, mesmo os meus próprios, inclusive aqueles sobre os quais tenho os direitos.

A tolerância proposta pelo YouTube de até três infrações antes do cancelamento irrestrito da conta prevê também um aviso prévio a cada uma delas. Não recebi nenhuma. A única informação disponível após o cancelamento era o nome da banda inglesa autoKratz como responsável por uma dessas reclamações. Filmei uma apresentação da banda numa loja de discos, vazia e em vez do vídeo ser tido como um registro capaz de ampliar o alcance daquele show, o resultado foi esse. Tentando iluminar o ocorrido, tuitei o nome dos “culpados” e, no dia seguinte, o empresário da banda escreveu, pedindo desculpas, dizendo que não era culpa deles, que era uma postura do selo que os distribuia e com o qual não tinham mais nenhuma relação (ainda que, ao se associar ao selo, tenham mesmo que indiretamente, concordado com a visão do mesmo).

Se até aqui a história toda já não estivesse suficientemente bizarra, piora. Ao pesquisar, descobri que os outros dois vídeos que receberam reclamações eram trailers de documentários da minha própria produtora, feitos sob encomenda de uma gravadora, que muito provavelmente ataca qualquer vídeo que esteja associado ao seu catálogo. Ou seja, fui punido por divulgar o meu próprio trabalho, sob o qual detenho os direitos autorais.

Em meio as discussões no Ministério da Cultura e da disputa Creative Commons x Ecad, esse caso serve para ilustrar o tamanho da zona cinza da lei de direitos autorais, no Brasil ou no mundo. O jogo mudou e ninguém parece querer, ou conseguir, enxergar. Não se trata de caso isolado, o problema é bem maior. Existem casos de cancelamentos de contas no Facebook e no Flickr, como a de um fotógrafo que publicava imagens de bundas clicadas na praia num álbum chamado “Rio”. Na delicada interpretação do caráter artístico das fotos versus o teor supostamente pornográfico das imagens – uma discussão eterna – prevaleceu o bom senso e a conta foi reativada.

Cada serviço tem os seu termos de uso e em cada um desses casos citados algum deles foi desrespeitado, ao menos em parte. Se está na regra, faz parte do jogo e é necessário estar atento a esses termos. O que não está na regra, e portanto não se sabe onde encaixar no jogo, é o estímulo cada vez maior para que utilizemos as facilidades da nuvem – o armazenamento remoto de nossos textos, fotos, vídeos, mensagens em servidores externos. Sem uma definição mais clara, e sobretudo justa, de direitos e deveres de cada parte (provedores de serviço, usuários e detentores de direitos autorais), fica impossível jogar – como as vezes parece igualmente impossível essas definições. Até lá, espera-se que o bom senso ainda tenha lugar nas decisões finais.

Quem confia na nuvem para salvar seus arquivos pode, de uma hora pra outra, descobrir que devido a esses dados, o acesso a seu próprio conteúdo poderá ser negado. Enquanto nada se resolve, o HD externo é ainda o melhor amigo do usuário.

Tchequirau

A loirinha Lykke Li deixou de lado a fofura que enfeitava suas letras densas e partiu para um caminho mais sombrio em “Wounded Rhymes”, seu segundo disco, disponibilizado oficialmente na íntegra no Hype Machine, antes do lançamento.

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