sexta-feira

18

setembro 2009

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Surpresa! Lily Allen, a garota normal

Written by , Posted in Música, Resenhas


Lily Allen no Rio
fotos e vídeos: URBe

A fama de ruim de palco que persegue Lily Allen não é gratuita. Quem presenciou sua primeira apresentação no Brasil, no Planeta Terra 07, diz que a menina estava tão breaca que estragou o show, errou letras… Nem ela gostou. No Coachella ela também já passou vergonha.

As expectativas, portanto, eram as mais baixas possíveis para o show da inglesinha no Rio. As coisas começaram a dar pinta de que poderiam ser diferentes quando surgiram os primeiros comentários elogiosos sobre o show de São Paulo, na noite anterior.

Em todo caso, baixas expectativas aumentam as chances de uma boa surpresa e Lily fez bom uso desse fator. Acompanhada por uma banda fazendo o feijão-com-arroz, sem nenhum destaque (e com a guitarra inaudível), desfilou seus hits, afinadinha (aparentemente com o auxílio de uma dobra de voz pré-gravada e auto-tunada), jogando charme e enlouquecendo a meninas e os marmanjos.


Lily Allen, “Day n Night” (Kid KuDi)” + “Womanizer” (Britney Spears)

E é exatamente tudo que precisa. O que Lily Allen tem de interessante pra oferecer não são composições elaboradas, sonzeira ou mesmo muita inovação. Apesar de bem feito — a versão de “Womanizer”, da Britney Spear, “Smile”, “LDN”, “The Fear” tão aí pra provar — o som mesmo é uma veículo para o discurso, esse sim o principal

O forte são as letras, o dia-a-dia de uma menina “normal”, que passa por coisas que qualquer menina da idade dela também passa: namorados, medos, as dificuldade de entrar na vida adulta, amadurecimento.

O que ela conseguiu fazer, seu grande mérito, foi botar isso tudo pra fora, no papel e em forma de música. E graças a internet conseguir encontrar um público pra ouvir suas canções.

Claro que sua vida mudou bastante desde que resolveu externar tanta intimidade. Com tanta exposição, Lily Allen tornou-se uma celebridade e vive nas páginas dos tablóides ingleses. O cerne das suas angústias, no entanto não muda, são comuns a qualquer menina, como prova o sucesso do segundo disco, em muitos aspectos melhor que o primeiro.

Numa entrevista que foi capa da Observer Music Monthly em dezembro de 2008, Lily falava de quanto ser chamada de gorda nos jornais todos os dias destruiu sua auto-estima, a fazendo beber ainda mais, ficando mais feia e piorando a situação. Tira o jornal da equação e qualquer menina se identifica.

Do jeito que os fãs cantavam todas as letras, a língua não deve estar sendo barreira para ela se comunicar com jovens fora da Inglaterra. Afinal, são temas universais.

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4 Comments

  1. duda
  2. Bruno Natal

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