quarta-feira

22

novembro 2006

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Rolling Stone, outubro 2006

Written by , Posted in Imprensa

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Resenhas de dois discos que escrevi para o primeiro número da Rolling Stone Brasil. Como a edição já está fora das bancas, reproduzo os textos aqui.

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Arnaldo Antunes
“Qualquer” (Biscoito Fino)
De qualquer jeito, Arnaldo Antunes
cotação: quatro estrelas

A voz grave continua lá, claro. No entanto, “Qualquer” é o disco mais leve de Arnaldo Antunes.

Se o fato de não haver bateria serve pra ilustrar a delicadeza das composições, a formação da banda (o guitarrista Daniel Scandurra, o baixista Dadi Carvalho, os violonistas Cezar Mendes, Chico Salém e o pianista Daniel Jobim), parece indicar a variedade de caminhos propostos.

Gravadas em apenas três dias, ao vivo, as músicas apontam para o rock (“As coisas”), para o pop (“Sem você”) ou para MPB (regravação de “Acabou chorare”, dos Novos Baianos), sem pertencer a nenhum desses estilos e mantendo a unidade entre si. Músicas do Arnaldo, enfim.

Entre as várias colaborações – com o ex-companheiro de Titãs, Branco Mello (“Eu não sou da sua rua”), com os tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown (“Quer Saber de Verdade” e “Contato Imediato”), além de Gilberto Gil (“As coisas”) e Dadi (“2 perdidos” e “Da aurora até o luar”) – uma se destaca.

A parceria perfeita — daquelas que não dá pra perceber quem escreveu o que — na faixa que abre o disco, “Para lá”, é a primeira com Adriana Calcanhotto. Que venham outras.

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Gilberto Gil
“Gil Luminoso” (Biscoito Fino)
Gil, iluminado, só com voz e violão
cotação: três estrelas

Embora a idéia de um registro de Gilberto Gil acompanhado apenas por seu violão remeta, inevitavelmente, ao LP “Gil e Jorge” (1975), que marcou o encontro do baiano e de Jorge Ben, ou ainda à “Gilberto Gil Unplugged” (1994), “Gil luminoso” é diferente dos dois.

Se o disco com o Babulina é marcado por longos duelos de violão, repletos de improvisações e percussão, e o acústico traga suas músicas rearranjadas para o formato, o caminho escolhido por “Gil Luminoso” é uma mistura dessas duas coisas.

Não se trata de uma coletânea de sucessos, ainda que alguns estejam lá (“Aqui e agora”, “Tempo rei”). Gravado originalmente em 1999 para ser encartado no livro de Bené Fonteles sobre o cantor, “GILuminoso: a pó.ética do ser” e só agora lançado em tiragem comercial, o disco traz 15 faixas que contam somente com a voz e o violão de Gil.

Aqui cabem todos os lugares comuns: “a força das canções é ressaltada”, “a poesia das letras se destacam”, “o ótimo violão de Gil se impõe“, etc. Nesse caso, os clichês são muito bem-vindos.

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6 Comments

  1. Joca
  2. Rod Carvalho
  3. Sonia

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