quarta-feira

26

janeiro 2005

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O perito

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Na terceira apresentação, de uma série de quatro dentro da programação do Humaitá pra Peixe, segunda-feira Gustavo Black Alien recebeu Bi Ribeiro no Melt.

Acompanhado pelo DJ Pachu nas bases e cantando músicas do seu disco solo, oextrapunkextrafunk “Babylon by Gus Vol. 1, o ano do macaco”, acompanhado do DJ Pachu, Black Alien mostrou — mais uma vez — porque é o melhor MC do Brasil. Não tem pra ninguém.

Versátil, o rapper vai do agudo ao grave, do canto à fala cavernosa com uma facilidade impressionante, cruzando influências do hip hop ao reggae (a inseparável pulseira red, gold and green não deixa mentir), passando pelo funk. Entre uma música e outra, fala tudo que dá na telha. Cumprimenta os amigos na platéia, fala de política e explica um pouco da história de cada música.

Dedicou “Caminhos do destino” (“Se vc me trair e vem dizer que é meu amigo/ Eu vou atrás, eu instigo, investigo”) pra alguém que não senta mais à sua mesa, disse que “Como eu te quero” é uma história fictícia e explicou que tirou o título da música mais cantada nos shows, “Na segunda vinda”, do nome de uma banda de Niterói da qual era fã na adolescência, o Second Come.

Perto do final, Bi Ribeiro assumiu o baixo, dando um gás e melhorando ainda mais o show. Juntos tocaram três músicas, “América 21” e “Tranquilo”, do disco do amigo Marcelinho da Lua. No encerramento, com o público pedindo mais, improvisou. Tirou onda cantando em inglês, sem enrolation, “Eric B’s president” (Eric B & Rakim) e fez um medley, citando músicas próprias, “Don’t believe the hype” (Public Enemy) e outras.

Perdeu? Ainda tem mais uma chance. Bobeia não.

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