sexta-feira

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janeiro 2006

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O Globo, 06/01/2006

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Matéria sobre o Arctic Monkeys que escrevi para o Rio Fanzine, n’O Globo.

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O Ártico está com a macaca

O ano mal começou e a banda de 2006 já despontou. Pode anotar este nome: Arctic Monkeys. A histeria mundial começa oficialmente no dia 30 de janeiro, quando será lançado “Whatever people say I am, that’s what I’m not” (Domino Records), primeiro disco do grupo. Entretanto, o Arctic Monkeys está chamando a atenção desde o início de 2005, através da troca de arquivos de MP3 e do lançamento de dois compactos, esgotados e disputados em sites de leilão, como o eBay.

Nesses tempos pós-Napster, a história já está ficando até manjada: bandinha desconhecida faz shows incendiários, oferece suas músicas na internet e estoura mundo afora. Não faz muito tempo e uma história parecida, guardadas as devidas proporções, aconteceu por aqui, quando os pernambucanos do Mombojó surgiram na cena.

A macacada do Ártico não foge muito desse roteiro. Formado por Alex Turner (guitarra e vocal), Jamie Cook (guitarra), Andy Nicholson (baixo) e Matt Helders (bateria) em Sheffield, Inglaterra, o Arctic Monkeys é mais que um fenômeno da internet. O componente principal, como não poderia deixar de ser, é a música.

Com média de idade de 19 anos, o grupo conquistou os fãs misturando pós-punk, ska, riffs pesados, quebras de andamento, bateria pulsante, baixo estalando e dinâmicas interessantes. Sem falar nas letras espertas, que falam de relacionamentos, noitadas e angústias de maneira tão simples que podem até soar bobas a princípio (e não é sempre assim?).

O rock dançante do Arctic Monkeys soa sujo, diferente, por exemplo, de bandas como o Kaiser Chiefs, para citar a rivalidade que está sendo provocada pela imprensa inglesa, saudosa da disputa Blur x Oasis.

No meio de 2005, por conta própria, o Arctic Monkeys lançou o EP “Five minutes with the Arctic Monkeys” e o CD demo “Beneath the boardwalk”, produzido pela própria banda. As músicas chamaram tanta atenção que garantiram uma apresentação no prestigiado Reading Festival. E o contrato com a Domino.

“I bet you look good on the dance floor”, primeiro compacto lançado depois de assinarem com a gravadora, foi bem além das expectativas mais otimistas. O disco estreou em primeiro lugar na parada inglesa, coisa que Franz Ferdinand e o ultrapop Coldplay até hoje não conseguiram fazer. O compacto já vendeu 150 mil cópias, nada mal para uma banda que começou dando seus discos em shows.

O repertório de “Whatever people say…”, estréia oficial do Arctic Monkeys, é uma seleção das músicas presentes na demo e nos compactos. Algumas mudaram de nome, como o segundo single a ser lançado, “When the sun goes down”, antes conhecida como “Scummy”.

A banda, especialmente o vocalista Alex Turner, parece avessa ao sucesso, gerando comparações com o Nirvana e as complicações de Kurt Cobain. É bom irem se acostumando. Quando o disco sair, a tendência é piorar.

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  1. Marcos Leme Lopes
  2. Rod
  3. Bruno C Oliveira

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