quarta-feira

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abril 2016

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LCD Soundsystem – A perfeição obsessiva de James Murphy

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Meu amigo (e sócio no Queremos!/WeDemand) Tiago Lins esteve no show da volta do LCD Soundsystem e conta como foi:

“Ao entrar no Webster Hall a primeira coisa que se notava era uma mesa de som bem no meio da platéia e não no mezanino, como de costume. Ao lado do palco, mais caixas de som e pré-amplificadores Mcintosh, marca que James Murphy é sócio e voltada para o publico audiófilo. Isso numa das mais tradicionais casas de médio porte em Manhattan.

“O DJ Tim Sweeney (descoberto por James Murphy na sua gravadora DFA) fez o set antes do show. Num crescendo de volume e andamento quase imperceptíveis, quem chegou cedo provavelmente achou que fosse música ambiente e quando percebeu já estava numa pista de dança. Tudo milimétricamente calculado para aquecer a platéia sem saturar ou cansar quem chegou na hora marcada e esperou 2 horas para que o show começasse.

“Durante as 6 primeiras músicas, a banda cumpre um só papel, o de reproduzir as gravações de ‘Get Innocuous’, ‘Daft Punk is Playing at My House’, ‘I Can Change’, ‘Us v Them’ e ‘Tribulations’ como em um DJ set. A diferença é que só são utilizados instrumentos totalmente analógicos, dos sintetizadores antigos a percussão. Destaque entre os oito integrantes da banda, a bateria de Pat Mahoney não para um segundo. É a base do DJ set.

“Com apenas um comentário sobre sua voz e a temporada de gripe, James Murphy parece querer justificar o motivo de um dos poucos fatores do show que fogem ao seu detalhismo.

“A segunda parte com ‘Sound of Silver’, ’45:33 Part Four (Out in Space)’, ‘Movement’ e ‘Yeah’ utiliza o mesmo virtuosismo que reproduziu as músicas da primeira parte para esbanjar improvisos no que agora se torna quase um set de jazz. Longos instrumentais e uma roda de pogo trazem um ar mais relaxado ao show.

“Em seguida, ‘Someone Great’, ‘Losing My Edge’, ‘Home’ e ‘New York I Love You But You’re Bringing Me Down’ valorizam as ‘canções’ da banda e mostram a faceta mais crooner de James Murphy, com arranjos mais recatados, valorizando as melodias, que mostram um cantor melhor do que antes do primeiro fim da banda, em 2011.

“O bis com ‘Dance Yrself Clean’ e a épica ‘All My Friends’ seguem o mesmo ritmo da terceira parte.

“Fazendo um balanço do setlist, temos um best of, organizado com partes iguais de todos os três álbuns.

“James Murphy gosta muito de organização, imagino como será encarar a sequência de festivais e imprevistos que eles enfrentarão ainda esse ano.”

Abaixo, a música que fechou o show, “All My Friends”:

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