quinta-feira

8

maio 2003

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JB Online, 08/05/03

Written by , Posted in Imprensa

Groove Armada – “Lovebox”

Após dois discos excelentes, a expectativa em torno de “Lovebox”, quarto lançamento do Groove Armada, era grande. Apesar de injustas, as comparações são inevitáveis. “Lovebox” é um disco diferente dos anteriores, “Vertigo” e “Goodbye country (hello nightclub)”.

O disco pode ser considerado uma continuação do antecessor, “Goodbye…”, a começar pela tentativa — furada — de repetir o maior hit do grupo, “Superstylin”, na faixa “Final Shakedown”. Fica claro que Tom Findlay e Andy Cato seguem firme na proposta de experimentar outras sonoridades e se distanciar cada vez mais do downtempo que tornou a dupla conhecida. Em “Lovebox”, o hip-hop, o electro e principalmente o house ocupam ainda mais o espaço que já foi do dub, ainda presente em alguns elementos.

Não que os discos anteriores fossem essencialmente downtempo ou dub, mas esse era o ponto de partida das músicas. O Groove Armada é eclético e tem como característica não se basear em apenas um ritmo. Porém sempre existiu uma unidade, um denominador comum, entre suas músicas. Antes era o dub, agora é o house.

“Purple haze” abre o disco com um riff de guitarra estrondoso (o encarte menciona um sample do Status Quo) servindo de base para os vocais de Red Rat e Nappy Roots e em seguida emenda no melhor momento do álbum, o hip-hop funk “Groove is on”, com o vocal da sumida Neneh Cherry. As participações especiais não param por aí. Richie Havens dá as caras na balada “Hands of time” e o Coral Gospel da Comunidade Londrina aparece na faixa título, uma das mais dançantes e viajantes. “Be careful what you say” é responsável pelo momento electro do disco e “But I feel good”, que nada mais é do que um bom ska, escancara, como bons ingleses, as referências jamaicanas da dupla.

Se o disco é um pouco mais comercial do que os anteriores, mantém o nível das produções e é igualmente bom. Definitivamente não percorre os caminhos que os fãs do Groove Armanda estavam acostumados, mas quem falou que mudar é ruim?

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