quinta-feira

8

setembro 2011

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Hoje tem: O Fator Vai Dar M*rda

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Autor do livro, Luis Marcelo Mendes, escreveu sobre o projeto para o URBe:

Em 2002, o designer Michel Lent, escreveu um seminal texto chamado “Cliente Ordinário” onde apontava que os diversos problemas de relacionamento entre profissionais criativos de comunicação, internet ou design e seus clientes estavam na ausência de uma cultura projetual comum. “Tenho escutado um punhado de histórias sobre clientes cretinos e injustos e toda a sorte de cretinices e injustiças que eles vêm cometendo contra nós, pobres profissionais”, dizia Michel argumentando que “um observador mais atento facilmente detectaria aqui um certo padrão sintomático. Será que a gente não tem uma parcela de culpa nessa história?”

Esse texto me atingiu em cheio na época. Depois de uma experiência com jornalismo cultural, jornalismo corporativo e webwriting, eu tinha acabado de lançar com outros quatro sócios um escritório de design multiuso chamado Tecnopop, envolvendo conteúdo, multimídia e internet. O mesmo impacto aconteceu em 2004, quando cantor e compositor Chico Buarque sugeriu que o governo Lula, que andava metendo os pés pelas mãos, criasse o ” Ministro do Vai Dar Merda” (http://www.chicobuarque.com.br/texto/artigos/artigo_globo15_0604.htm), para assessorar nas decisões estratégicas.

A colisão das duas idéias deu origem ao conceito do Fator VDM, o índice potencial de desastre que emana de cada projeto – desde a fase onde ele ainda é apenas um e-mail solicitando um orçamento até a entrega do serviço. Não que os nossos projetos na Tecnopop estivessem curados. Merdas acontecem e aconteceram em muitos trabalhos, por distração ou por armadilhas que o cliente lança. Por vezes são coisinhas invisíveis a olho nu. Mas estão lá e você sabe disso. Ainda assim, quando sintonizado no Fator VDM, nosso comportamento naturalmente fica mais aguçado e um monte delas são evitadas.

Mas o fato é que, quase dez anos depois da publicação do texto de Lent, pouca coisa mudou no mercado. Essa cultura projetual, que o Michel falava não se consolidou. Há uma série de ideias soltas, opiniões dispersas e posturas desalinhadas. Posts em blogs. Vídeos no YouTube. Podcasts no Itunes. Você que acompanha o URBE, já deve ter visto, por exemplo o genial viral The Vendor Client relationship in real world (www.youtube.com/watch?v=ThMu3MFCC60). Mas ainda faltava algo. E entendi que era uma documentação, não somente para profissionais como, principalmente, para cientes que partisse da observação que essa cultura projetual comum precisa entrar em pauta.

Com o lançamento das duas versões do livro O Fator VDM: Um Guia Antidesastres em Projetos Criativos (quinta, 08 de setembro, na Travessa de Ipanema), procuro cobrir justamente essa lacuna, oferecendo as bases de entendimento para qualquer projeto criativo: seja a criação de um site, o relatório de uma empresa, uma campanha de comunicação do terceiro setor ou uma ação cultural.

Espero provocar discussões sobre boas práticas por todos os lados. Ficar detonando os contratantes em sites como “Clients from Hell” (http://clientsfromhell.net/) ou em posts no Twitter não é o que vai fazer a coisa andar. Por isso mesmo optei por uma editora que apostasse no conceito de um livro que não acaba, onde os leitores participam escrevendo artigos, enviando comentários. Com a impressão on demand e os eBooks isso é possível. O VDM, nesse sentido não são os doze passos da felicidade, a fórmula mágica do sucesso. Nada está estabelecido. Para mim, a partir de hoje (quinta), essa história está apenas começando.

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