segunda-feira

5

junho 2006

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Finalmente

Written by , Posted in Resenhas


No camarim do Circo, Mombojó fala do show no Rio

Dois anos e cerca de seis shows depois, o Mombojó finalmente chegou ao Rio de Janeiro. No show de sexta-feira, no Circo Voador, os recifenses tiveram a recepção mais calorosa do público carioca desde o lançamento de “Nadadenovo”.

A confusa fila de entrada fez bastante gente perder o ínicio do show. O motivo do tumulto, de certa maneira, é positivo: a apresentação começou as 23h30, cedo para os padrões do Circo e do Rio de maneira geral, pegando de surpresa o pessoal que tomava cerveja do lado de fora e os que deixaram pra chegar mais tarde. Fica a lição para os atrasildos e a esperança de que a moda de seguir os horários pegue.

Por ter começado mais cedo do que se esperava, o Mombojó tocou para um Circo bem cheio, mas não abarrotado, como ficaria durante o show da Nação. Foi melhor assim. Mais tarde, cheio além da conta, parte do público ficou impossibilitada de assistir ao show. Teria sido uma pena perder o Mombojó também.

Mombojo_Circo_2006.jpg
O reino da alegria

A quantidade de pessoas no Circo tão “cedo” era mostra de que aquele era público do Mombojó, não apenas seguidores da Nação dispostos a conferir a atração de abertura. Isso se confirmou através dos coros da platéia, principalmente durante as músicas do primeiro disco, como “Faaca”, “A missa” e, claro, “Deixe-se acreditar” e seu refrão “esse é reino da alegriaaaaa”.

O vocalista Felipe S, um dos únicos de pé no palco (dos sete integrantes, quatro tocam sentados), regia o público. Mesmo assim, as músicas do recém-lançado “Homem-espuma” foram mais observadas do que cantadas pelos fãs.

Em “Tempo de carne e osso”, Felipe convidou a cantora Céu — que esteve na passagem de som, à tarde — para repetir o dueto do disco, mas ela inexplicavelmente não compareceu e o cantor teve que levar a música sozinho.

Apesar da gafe, o momento serviu para mostrar o quanto a voz de Felipe se desenvolveu. Não apenas ele está cantando melhor, como utiliza o microfone com mais eficácia. E não é só ele, a banda toda evoluiu, algo que as próprias músicas do “Homem-espuma” denunciam e que ficou comprovado ao vivo.

A guitarra baixa prejudicou a pancada de algumas canções. Ainda assim, “Saborosa”, “Fatalmente”, “Novo prazer”, “Pára-quedas” e outras novas soaram tão bem quanto gravadas.

Se o ótimo segundo disco era boa notícia o suficiente, a boa atuação ao vivo soprou pra longe qualquer dúvida que eventualmente ainda pudesse existir em relação à banda.

Está mais certo do que nunca, o Mombojó veio pra ficar.

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