quarta-feira

7

maio 2008

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* Diginóis – 2 anos, 10/Maio

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Comemorando os dois anos do seu Diginóis com uma bela festa, Lucas Santtana fala sobre seu lado blogueiro em entrevista para o URBe.

Hoje em dia todo artista tem saite com blogue. O seu, no entanto, não fala de você ou da sua carreira. Porque essa opção por um cortejornalístico?

Na verdade tudo no diginois foi se dando como experiência. E é assim até hoje. Quando o fiz não sabia que iria se transformar num QG, num lugar onde concentro todas as atividades, tudo que eu vou vendo, fazendo, vivenciando.

Sempre tive esse interesse por vários assuntos, por inovações tecnológicas, arquitetura, design, dados ciêntíficos, cultura, etc. Então acho que o blog foi apenas uma extenção desse interesse. Na internet os codigos sao outros, é um espaço colaborativo, então essa cultura do EU,EU,EU é totalmente desinteressante.

Fora que quando o fiz também não sabia que blogar era uma parada tão viciante, outro dia deu pane no sistema e por alguns minutos poderia ter perdido todo o conteúdo desses quase 2 anos. Maluco, fiquei desesperado! Só ai me dei conta de como já faz parte da minha vida de uma maneira significativa.

Qual é o objetivo do Diginóis, como selo e como saite?

É ser mais um filtro na rede. Como tantos outros que existem na internet. Gerar e disseminar conteúdo. Como selo também. O disco do Guizado, por exemplo, sai pelo Diginóis, mas o Gui a princípio não quer disponibilizar o CD lá. Já o CD do Buguinha Dub não sai pelo Diginóis, mas ele quer disponibilizar lá. Vou por é claro!

Ou seja, nem em relação ao selo existe um modelo. O pessoal da FGV gosta de chamar o Diginóis de open business. O open eu já entendi, só tá faltando o business, hahahaha.

Você acompanha os assuntos ligados a ditribuiçao digital de música e inclusão digital bem de perto. Já que você, como artista, tem a oportunidade de experimentar com tudo isso no seu próprio trabalho, quais caminhos a seguir?

Li recentemente um artigo do Kevin Kelly no Trabalho Sujo chamado “Melhor que grátis” e o copiei no Diginóis.

Acho que é por ali, como falei acima são outros códigos a serem vivenciados e descobertos num mundo digital, onde o comportamento em relação a escala industrial está em declínio. Esse ano fui convidado para fazer a direção musical de um show em homenagem a Tropicália em São Paulo e para fazer a produção e curadoria de um CD com bandas “independentes” fazendo versões de Noel Rosa, ambos para os SESCs SP. Acho que esses convites acabam rolando porque com o diginois fica mais claro que não sou apenas um músico, mas alguém que pensa sobre e através da música e também sobre o mundo que estamos vivendo. Então vou continuar assim, experimentando e ouvindo os sinais e respostas que aparecem e tentando dialogar com eles.

Como você avalia sua experiência com o “3 sessions in a green house”, que foi disponibilizado gratuitamente? Qual foi o balanço final, em termos de resultado?

Foi surpreeendente. O CD ajudou o Diginóis e vice-versa. Nunca tinha vendido toda a tiragem em oito meses. Sendo que quem fez a distribuição foi euzinho mesmo, de loja em loja ou por telefone. Só que a 1ª tiragem foi de apenas 2 mil, enquanto que osdownloads no Diginóis chegaram a 10 mil, e não vai parar nunca, né? Pois sempre alguém vai indicar o Diginóis e o “3 sessions” estará lá para ser baixado.

Fora que já são quase 20 remixes, que daria um álbum duplo. O último foi feito pelo DJ Pantera, lá do bairro de Periperi em Salvador. Um cara que é DJ de baile funk lá. Ou seja, é muito mais rico, né? Não fica limitado a nichos, nem a espaços de assessoria de imprensa apenas.

Volta e meia você tem publicado fotos de estúdio e de equipamentos, escrevendo apenas “gravando” abaixo das imagens? Vai lá, conta um pouco do que está acotecendo.

Eu estou gravando o disco novo. Tá ficando muito legal! É um disco que eu queria fazer a muito tempo, uma idéia antiga que quero tirar da minha cabeça para que outras tomem o seu lugar, hahaha. De vez em quando também dou umas dicas do que está rolando… Como semana passada, quando coloquei uma foto de um microfone binaural da Neumman que o Chico Neves tem.

Quando o disco estiver mais adiantado eu vou falar mais dele. Por enquanto não convém contar com o ovo no cú da galinha.

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