sábado

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janeiro 2006

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5 perguntas – Rolinha (Circo Voador)

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Alô, alô, Franz Ferdinand!

Após várias tentativas de festivais endinheirados, como o TIM Fest ou Claro que é Rock, o Franz Ferdinand finalmente vai tocar no Rio de Janeiro — por incrível que pareça — no Circo Voador, dia 23 de fevereiro. Com um cenário desses (banda no auge + lugar de médio porte), tem tudo para ser um show histórico, como vários que o Circo já apresentou , inclusive nessa nova fase.

Pra entender como o pequeno Circo Voador venceu a concorrência para trazer um dos shows mais aguardados dos últimos anos, o URBe bateu um papo com Rolinha, produtor da casa.

Primeiro, confirmando a notícia: o Franz Ferdinand toca mesmo no circo?

Toca dia 23 de fevereiro, como te falei, na quinta antes do carnaval. Marcamos pra abrir a casa às 22h e o show mesmo deve começar por volta 23h30, se não houver banda de abertura, o que estamos pleiteando junto à producao brazuca. Eu me sinto até mal em ter que escolher essa banda, porque se eu tivesse uma, acho que daria um rim amarradão pra abrir esse show. Entao só vou me preocupar com esse dilema quando acertarmos os detalhes técnicos com eles e ver a possibilidade de ter um show de abertura. Como nao é um show de rádio ou alugado, espero termos a prioridade para escolher essa banda.

Os ingressos vão custar R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada). Mas [o público] lá no Circo é 80% estudantes. Estamos aceitando toda e qualquer carteirinha para que TODOS possam pagar R$ 50, que se não me engano, é mais barato que o show do Los Hermanos no Canecao, não é?

A lotação do Circopara festas é 3 mil pessoas, para show nós diminuimos para 2.500 pagantes. Os ingressos devem começar a ser vendidos no final da próxima semana. Temos só que acertar um sistema on line para as pessoas de outros estados que vem ao show e depois emendam para o carnaval.

Como o circo conseguiu fechar um dos shows mais disputados do mundo? Festivais brasileiros com patrocínios polpudos já tentaram e não conseguiram.

Cara, posso contar nos dedos de uma mão os shows que valeram a pena todo o trabalho que dá produzir um show no Rio, desde que o Circo abriu de novo. Tirei umas férias antes de pegar pesado no verão e voltei depois do final de ano, determinado a me concentrar em shows mais legais.

Era segunda feira, o primeiro dia de volta ao trampo, e estava apagando o CPM22 da minha pauta, pensado que show que eu queria muito ver esse ano. Sem sacanagem, não deu tempo nem de pensar. A Tônia Shubert, da [produtora] D+3, ligou perguntando se tinha essa data pra fazer “um show de rock ‘n’ roll que todo mundo vai querer ir”. Tinha.

Depois de uns bons dez minutos ela revelou que era o Franz Ferdinand. Como viriam para abrir para o U2, eles sondaram a D+3, que havia os convidado pro Claro que é Rock, para arrumar um show no Rio. Toda banda que vem tocar no no Brasil quer tocar no Rio e acho que os caras já vinham pro Carnaval. Pensei: “fudeu, tenho que fazer esse show de qualquer jeito. Como é que eu vou fazer para pagar esses caras?”. Já tava até considerando fazer um frila na praça Paris, mas fiz uma primeira proposta e esperei.

Você sabe como um dia dura quando voce espera a resposta de algo que quer muito, ainda mais nesse calor! Daí, no meio da semana, liga o Renato Byington pra iniciar a negociação. Ele disse que bateu a real pros caras, que ia ser num lugar tradicionalmente rock ‘n’ roll e que seria como se eles fossem tocar no Astoria [em Londres] ou no Warfield [em São Francisco]. Os caras da produção local disseram pra eles que poderiam fazer esse show no Claro que é Rock, daqui a alguns meses, com um cache beeeem mais polpudo, mas eles quiseram fazer aqui e agora.

Chegamos num acordo bacana e na quinta feira ele deu a boa notícia. Ele [Renato] chegou a ficar apreensivo quanto a data, por ser tão proximo do Carnaval, mas eu realmente acho que a é data perfeita. Os caras podiam tocar até no dia do Juízo Final que ia ser foda!

Porque você acha que eles escolheram o Circo para tocar?

Adoraria acreditar nisso, mas eu duvido que o povo do Franz Ferdinand tenha pedido pra tocar no Circo porque ouviram falar do espaço. Acho que temos o mérito de fazer muita coisa legal e daí virar referência, além de ser uma das poucas casas de porte médio em que uma banda assim pode tocar. Mas deve ter sido indicado por alguém no Brasil mesmo.

Lembro que no show do White Stripes, no Claro Hall, ficava pensando “porque não fizeram esse show no Circo?”. Detesto lugar muito grande, a ponto de deixar de ver alguns shows por causa da cabeçada que vai estar lá. Ao contrário de raves, em que quantro mais gente melhor, shows devem ser em lugares médios e confortáveis. Ser no Circo vai ser um acontecimento, porque eles só tocam em lugares grandes atualmente e os ingressos acabam rapido.

O Circo vai aguentar o tranco?

Temos uma estrutura tranquila e azeitada, tá na boa. Não vai ser uma super produção, vai ser um show pra quem gosta da banda. Eles só pediram um backline um pouco distinto, mas já estamos conseguindo achar tudo. Falta o Pedrinho, do Seletores de Frequência, topar alugar a bateria dele. Ele esté com medo que o baterista se empolgue e quebre tudo, mas acho que eles não tem essa tendencia Keith Moon [baterista do The Who], né? Nunca vi a banda ao vivo em um show inteiro.

Começando 2006 assim, e do jeito que bandas gringas têm passado pelo Brasil ultimamente e sempre indo só pra São Paulo, há esperança de vermos mais shows desse porte no Circo?

Isso não depende só da gente, porque se dependesse, é óbvio que todas viriam pra cá. Tem coisas que a gente nem fica sabendo que está no Brasil, é triste. Os produtores tem que procurar a gente. Essa semana ofereceram o Rufio e o Venon. Mas uma banda assim, no auge, querendo fazer o show no Rio e facilitando ao máximo as coisas, como o Franz Ferdinand, quase nunca rola.

Espero que tenhamos um público foda, tanto em quantidade, quanto em qualidade, pra que eles comentem com outras bandas amigas e eles também se animem. Parece que o Kaiser Chiefs, o Kasabian e o Ima Robot estão a fim de vir. Queria fazer um Butthole Surfers, mas acho que só ia ter eu assistindo. É frustrante morar nessa cidade, mas as vezes milagres acontecem.

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