política Archive

terça-feira

10

Janeiro 2017

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Os bailes black e a ditadura nos anos 70

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filipetabaileblacksoul1970

Historiadores que pesquisam a documentação do Departamento de Ordem Política e Social do antigo estado da Guanabara (DOPS/GB) tiveram uma surpresa ao abrir algumas pastas do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ):

“Um dia, entretanto, quando realizávamos pesquisa para a Comissão da Verdade do Rio, nos deparamos com algo diferente: eram filipetas dos anos 1970, que divulgavam bailes de música soul em clubes dos subúrbios cariocas, promovidos por equipes de som como Furacão 2000 e Soul Grand Prix. Apreendido pela polícia política, esse material constitui uma pequena parte de um conjunto de documentos que viriam a ser produzidos pelo DOPS sobre o tema. De relatórios de diligências em bailes a registros de interrogatórios de DJs, a documentação demonstra uma grande preocupação do órgão com a realização dos eventos.”

Leia o texto completo “Dançando sob a mira do DOPS: bailes soul, racismo e ditadura nos subúrbios cariocas nos anos 1970”.

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terça-feira

3

Maio 2016

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terça-feira

19

Abril 2016

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“Vitória”

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micheltemer_vice

Lembro do quanto soava absurdo ouvir que, na época do golpe militar de 64, muita gente apoiava. Vivi pra ver eu mesmo outro golpe, dessa vez branco, ser aplaudido pelo povo.

Um vice-presidente, da mesma chapa, assistia a votação pela abertura do impeachment da presidenta sorrindo de felicidade com o caos que o beneficiará. Um congresso corrupto gargalhando e celebrando. Quero muito estar errado, mas em um ano essa Lava Jato vai estar lavando nem louça. Essa imagem é clássico instantâneo da história do Brasil.

Como disse outro dia,  o síndico do meu prédio está sob suspeita de ter feito umas manobras financeiras com a grana… Não temos certeza se foi ele mesmo, mas é melhor estancar a sangria. Decidimos na assembléia do condomínio colocar o cara do 501 como síndico, aquele banqueiro que responde processo por roubo. Depois a gente chama o miliciano que faz a segurança da rua pra tirar o banqueiro. Se precisar, a gente chama o trafica pra resolver o miliciano, se ele não quiser sair depois. O importante é mudar. Mesmo que seja pra pior.

Duvida? As notícias que começaram a pipocar no dia seguinte não são nada animadoras: “Cunha entrega o impeachment, e deve receber ‘anistia’ em troca,” “o Sen. Aloysio Nunes foi a Washington um dia depois da votação do impeachment“, “na semana do impeachment, 3 das 5 notícias mais compartilhadas no Facebook são falsas” e, pra fechar o escárnio, “após votar impeachment, deputados entram em feriado prolongado”.

Na imprensa internacional, a narrativa de veículos como os ingleses The Guardian e BBC, os americanos New York Times, Wall Street Journal e CNN, a portuguesa SIC apontam os interesses, motivações e incongruência por detrás do golpe de maneira que a própria imprensa brasileira, em grande parte, não faz.

E para aqueles que acreditam que esse é o começo da limpa, fique com essas belas palavras encontradas no Twitter. Falemos mais sobre “tem que cair todo mundo” no dia que  Cunha for absolvido (farei questão de relembrar no dia) ou houver 500 mil pessoa ou mais nas ruas, de verde e amarelo, pedindo a queda do Temer/Cunha (nesse caso, me convidem, pode ser que vá, de blusa da CBF e enrolado na bandeira do Brasil):

twitter_houseof.noshavejpg

quarta-feira

12

novembro 2014

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Demoex, Democracy OS e a democracia participativa

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PiaMancine_TEDRio_DemocracyOS

Aproveitando o aparente clima de insatisfação política generalizada, é interessante observar modelos de democracia direta.

E se em vez de escolher alguém para tomar as decisões em seu nome, esse representante votasse de acordo com o resultado de enquetes online respondidas por seus eleitores, tópico por tópico?

Funcionando desde 2000, o Demoex é um partido político sueco que opera sob os preceitos da democracia representativa. Nesse sistema, um representante eleito pelo partido vota de acordo com o que for determinado por seus eleitores na plataforma online.

Quase 15 anos anos depois, a ideia começa a se espalhar. Conheça o DemocracyOS:

“Occupy Wall Street. Primavera Árabe . Tumultos gregos . Vivemos uma grande crise de representação nas últimas décadas, independentemente da nossa localização , etnia ou cultura. O sistema político insiste em excluir a maioria de nós dos espaços onde são tomadas as decisões que impacto nossas vidas. A internet mudou tudo: a nossa forma de compartilhar e consumir cultura, de comprar, vender e como nos comunicamos. Mas a internet não foi capaz de mudar em uma área-chave de nossas vidas: a política. A democracia precisa de um grande upgrade .

“Estamos trabalhando em uma ferramenta de votação e debate, de código aberto, fácil de usar, para que parlamentos, partidos e instituições que toma decisões permitam aos cidadãos se informar, participar da conversa e votar em tópicos ou expressar como eles querem que seus representantes votem.”

Os primeiros passos podem ser acompanhados através do trabalho do Partido de la Red, de Buenos Aires. O DemocracyOS não conseguiu eleger um representante, mas tem conseguido que a plataforma seja testada na votação de alguns tópicos.

A plataforma é aberta e poderia ser implementada por qualquer parlamentar ou partido. Falta, lógico, culhão, mas isso é outra história. A tecnologia já nos possibilita ter uma voz muito mais ativa do que simplesmente eleger candidato.

quarta-feira

5

novembro 2014

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