milena coppi Archive

segunda-feira

22

Maio 2017

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Netflix e hip-hop além do universo de “The get down”

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Mais uma colaboração da Milena Coppi:

“The get down” chegou à Neflix em agosto do ano passado com a responsabilidade de contar a história do hip-hop americano desde sua fundação, quando o gênero ainda dava seus primeiros passos nas periferias de Bronx, em Nova York.

Para além da série criada pelo aclamado Baz Luhrmann — responsável por mega produções, como “O grande Gatsby” (2013), “Moulin Rouge” (2001) e “Romeu + Julieta” (1996) —, e produzida por ninguém menos do que o rapper Nas, há uma penca de programas sobre o gênero no serviço de streaming.

A primeira e definitiva série documental para assistir na sequência é “Hip-hop evolution” (2016). Com apenas uma temporada, você dificilmente terminará os quatro episódios sem querer assistir mais. Isso, porque a narrativa, guiada pelo rapper queniano Shad Kabango, mostra os caras que estão no movimento desde o começo, chegando até os rappers contemporâneos. Espere por ícones da cultura negra como Afrika Bambaataa, Grandmaster Flash e até o NWA.

Outro programa essencial para entender melhor a cultura hip-hop é o documentário “Fresh dressed”(2015), cuja abordagem é focada em explicar como a moda é influenciada pelo movimento desde os anos 1970 até hoje. O longa ainda reúne entrevistas com Nas, Kanye West, Sean Combs e Pharrell Williams.

O catálogo da Netflix ainda reúne os documentários “The Art of Organized Noize” (2016) — que aborda a ascensão e o sucesso do Organized Noize, grupo de produtores de Atlanta, EUA, formado por Rico Wade, Ray Murray e Sleepy Brown —, “Stretch and Bobbito: Radio That Changed Lives” (2015), “Sample This” (2012) e “Biggie and Tupac” (2002).

 

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sexta-feira

19

Maio 2017

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DEP: Chris Cornell

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Mais uma colaboração da Milena Coppi:

O que restou do rock após a morte de Chris Cornell

O rock já viveu dias melhores.

Chris Cornell nos deixou nesta quinta-feira, (18), aos 52 anos, após cometer suicídio por enforcamento. Em seu último show com o Soundgarden em Detroit, horas antes de ser encontrado morto no banheiro do quarto do hotel, o músico incluiu trechos da letra de “In My Time of Dying”, do Led Zeppelin, no meio da canção “Slaves and Bulldozers”. Ou seja, a última interpretação de Cornell em vida falava, em uma infeliz coincidência, sobre a morte.

Com a passagem do cantor, famoso pelo talento como compositor e por sua bela voz, restaram poucos sobreviventes da “cena grunge” surgida em Seattle no fim dos anos 1980.

O cenário contemporâneo do rock, por sua vez, também não é animador. Já foi o tempo dos Strokes, do Arctic Monkeys e The Killers. O gênero carece de novos representantes, de novas vozes, e abre espaço para outros movimentos ganharem forma. No lugar dos artistas cabeludos e questionadores dos anos 1980 e 1990, estão os rappers (Kendrick, Drake, Future, J. Cole, Nicki Minaj… a lista é interminável) e as divas pop. Essa é a cena que movimenta e coloca o dedo na ferida atualmente.

A internet, que não perde nenhuma sacada (até porque, museu de memes já é uma realidade), ao saber da morte de Cornell colocou o vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, no trending topics do Twitter. O motivo? Ele é o um dos poucos — para não dizer o único — líderes de grupos que surgiram nessa época que ainda permanecem vivos.

Basta fazer as contas: Cornell, do Soundgarden, Kurt Cobain, do Nirvana, Layne Staley, do Alice in chains, Andrew Wood, da Mother Love Bone — todos se foram. Agora, Vedder é oficialmente o único representante de destaque do último movimento relevante do rock.

Ainda que os dias gloriosos do gênero tenham ficado no passado (mas a gente torce para que se renove!), toda a discografia dos grandes gênios do rock estão disponíveis ao alcance dos dedos nos serviços de streaming, para serem ouvidos à exaustão. Eventualmente, até rolam shows (tem grupo que volta praticamente todo ano, como Metallica). Ou seja: não é um caso perdido, mas o sinal de alerta já foi acionado.

Em homenagem a Cornell, selecionei alguns dos hinos obrigatórios da carreira do cantor que, além de fundar o Soundgarden, fez parte do supergrupo Audioslave, ao lado dos caras do Rage Against the Machine, e do Temple of the dog, banda tributo à Andrew Wood, com os caras do Pearl Jam.

 

quinta-feira

18

Maio 2017

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Mac Demarco apresenta seu terceiro álbum, “This old dog”

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Em colaboração para o URBe, a Milena Coppi fala sobre o novo disco do Mac de Marco:

O canadense Mac Demarco lançou no começo deste mês o terceiro álbum de sua carreira, “This old dog”. Com 13 faixas, o novo trabalho do cantor é mais sombrio e reflexivo do que o antecessor, “Salad Days” (2014),  que chegou a vender mais de 100 mil cópias nos Estados Unidos.

Apesar de não chegar a ser um som puramente melancólico — mesmo com uma pegada mais acústica, os sintetizadores ainda estão lá —, conhecemos um lado mais introspectivo de Mac, como na canção “My old man”, em que o artista fala sobre a relação difícil com o pai.

“Tenho tentando não me tornar alguém como ele. É a última coisa que eu gostaria de fazer, penso isso desde pequeno”, afirmou ele em entrevista ao jornal britânico “The guardian“.

Aclamado pela crítica e por sua fiel base de fãs, o novo disco ainda reúne muitas músicas para se ouvir chapado (ou apenas no seu momento relax), e faixas sobre amor do eterno apaixonado Mac, que está com sua namorada dos tempos de colégio, Kiera McNally, dos 14 anos até os dias atuais.

“Penso que estar apaixonado, seja com o coração partido, ou no início do relacionamento, seja confuso ou não, não importa muito. Há tantas coisas melhores do que não sentia absolutamente nada”, finalizou.

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