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quarta-feira

6

setembro 2017

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sexta-feira

1

setembro 2017

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Expo: Disco é Cultura

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Com inauguração nessa sexta e abertura no sábado, dia 02 de setembro, no Castelinho do Flamengo, a exposição Disco é Cultura, com curadoria do Chico Dub, analisa a influência do disco de vinil na arte contemporânea nacional, através de esculturas, fotografias, obras interativas, instalações, telas, performances sonoras e discos de nomes como Cildo Meireles, Antonio Dias, Waltercio Caldas, Chelpa Ferro, Chiara Banfi e outros.

Chico Dub liberou o texto  exclusivade para o URBe seu texto de curadoria apresentando a mostra.

 

Disco é Cultura: o disco de vinil na arte contemporânea brasileira

por Chico Dub

A exposição coletiva Disco é Cultura oferece um conjunto significativo da produção artística nacional contemporânea que elege o disco de vinil e o toca discos como ponto de ignição de pesquisa e experimentação. Nos três andares do Castelinho do Flamengo, o visitante encontra um conjunto heterogêneo de obras brasileiras – dentre instalações sonoras, quadros, esculturas, discos conceituais, vídeos, fotografias, obras interativas, manipulações sônicas e objetos-instrumentos – que, de diversas maneiras, ressignificam criativamente as formas e as funções originais dos dispositivos associados ao universo do vinil.

Disco é Cultura reúne obras que investigam o disco como objeto e conceito, considerando-se aí tanto os seus equipamentos de (re)produção quanto os debates em torno dos desenvolvimentos tecnológicos atuais. O trabalho de Chiara Banfi, por exemplo, lança uma perspectiva crítica sobre os novos tempos digitais e aponta para a perda do ritual corpo (audição) e som. Já André Damião abre uma discussão sobre as relações entre hi-fi e lo-fi (ou alta e baixa fidelidade). Outras referências nostálgicas se fazem presente na obra de Felipe Barbosa, onde hits dos anos 80 são mitificados em uma escultura-pódio e no disco de vinil recoberto de tinta acrílica de Bernardo Damasceno, espécie de hino ao silêncio e a contemplação, em contraposição ao ruído e a velocidade extremada de nossa era digital. Existem ainda comentários políticos (nos trabalhos de Pontogor, Romy Pocztaruk e Hugo Frasa); gambiarras tecnológicas (nas vitrolas preparadas da dupla O Grivo); ponderações sobre o silêncio e o vazio (a instalação de Thiago Salas e o disco de Waltercio Caldas); reflexões sobre a morte (a instalação de Gustavo Torres); o orgulho da propriedade e o disco como retrato da individualidade (Felipe Barbosa) etc.

Um recorte significativo da exposição Disco é Cultura reside no chamado “disco de artista”. Potencializado graças aos movimentos intermedia (tais como os conceitualismos, o fluxus, a poesia sonora e o novo realismo), o disco nos anos 60 se torna mais um instrumento de experimentação artística. Nestes trabalhos específicos, o disco – e não a capa – é a própria obra de arte. Cildo Meireles, por exemplo, utiliza osciladores de frequência para esculpir topologias sonoras em forma de fita de moebius e espiral. Ou ainda, para, através de uma espécie de radionovela, discutir as relações da cultura indígena com a cultura branco-portuguesa. Já o disco de Gustavo Torres não apresenta nenhum som externo, apenas os registros de sua própria gravação. E Antonio Dias grava dois sons contínuos e intermitentes: um despertador e a respiração humana.

Famoso por trabalhar com mídias sonoras das mais variadas, o Chelpa Ferro marca presença com um trabalho sonoro em vinil (um múltiplo) e também com uma colagem escultórica de fitas cassete. Outra exceção à regra curatorial também está no trabalho de Barrão – por sinal, um dos três integrantes do Chelpa. Estes pontos fora da curva não são arbitrários. Eles demonstram que a força da palavra “disco” no Brasil é tão potente que o uso deste termo não se esgota no objeto físico, designando qualquer registro sonoro, independente do formato.

Mídia de reprodução sonora dominante. Obsoleto. Decadente. Hipster. O disco de vinil já atravessou inúmeras fases em sua trajetória. Mesmo que volte a entrar em desuso num futuro próximo – ainda que hoje fature mais do que o streaming –, seu lugar no imaginário coletivo como símbolo-mor da fisicalidade sonora e musical, permanecerá para sempre imaculado.

A exposição abre no dia 02 e fica aberta até dia 24 de setembro, no Castelinho do Flamengo.

sexta-feira

2

junho 2017

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O medalhão do soul Lee Fields no Rio e SP

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Tido como o equivalente masculino de Sharon Jones, parte da mesma Daptone Records, Lee Fields é um dos grandes nomes do soul, tendo sido sampleado por vários produtores e artistas do hip hop, de J. Dilla a J Cole, de Travi$ Scott a Jeremih.

Lee Fields se apresenta no Rio no dia 07 de junho, no Teatro Oi Casa Grande. Em SP o show acontece no dia 08 de junho, no Cine Jóia.

Teatro Oi Casa Grande (Leblon)
Lee Fields & The Expressions
07 de junho (quarta)
21h
R$ 100

terça-feira

28

março 2017

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segunda-feira

5

dezembro 2016

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Matheus VK compartilha arquivos no Esquina

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matheusvk_esquina

O músico Matheus VK organizou um evento para liberar os arquivos com canais separados de suas músicas em pen drives para DJs e produtores para que eles possam remixá-las a vontade. A noite Open Drive contará com sets de Wladimir Gasper, Diogo Strausz e Rafael Mike, no dia 06 (terça), no Esquina 111, em Ipanema.

Conversei com o Matheus sobre o evento.

URBe – A quantas anda o novo disco e qual o conceito?

Matheus VK – Nesse mês, lancei três músicas que, juntas, compõem a “Trilogia do triângulo do quadril”. As músicas “Pélvis”, “La Malemolência” e “Movimento Rebolático” falam de assuntos relacionados à libertação do desejo, à desconstrução da rigidez do corpo, à circulação da nossa energia vital e à carnavalização do nosso cotidiano , tudo de um jeito leve, purpurinado e dançante. Em janeiro, vou lançar mais três musicas que, junto à Trilogia do Triangulo do Quadril, completam o EP que vai se chamar “Purpurina”

URBe – Quem participou da produção e como músico nas gravações? Como foi essa escolha?

Matheus VK – Diferente dos meus últimos trabalhos, não esperei compor 14 musicas para completar um disco, também não escolhi um único produtor que me ajudasse a encontrar todo conceito estético da disco.

O caminho foi mais vivencial do que conceitual, fui fazendo. Primeiro, fiz uma serie de shows no Buraco da Lacraia que eram catarse pura, depois fiz as músicas e, só depois, fui buscar parceiros pra gravar.

Percebi que não era possível gerar o clima do “ao vivo” nas gravações simplesmente tocando as musicas em estúdio, como acontecia nos shows, tinha que ter outros elementos, esses outros elementos eu achei nos produtores.

“Pélvis” foi produzido pelo Rafael Mike, do Dream Team do Passinho, e Pedro Breder, que faz algumas produções para a Anitta. “La malemolência” já existia com um arranjo mais tradicional, então chamei o Carlos Trilha, que é um produtor e mestre dos sintetizadores analógicos para fazer uma versão eletrônica, usando só equipamentos que existiam até o ano de 89. Para “Movimento Rebolático”, eu chamei o Pedro Bernardes para produzir, considero ele um artista brilhante, com uma sonoridade muito particular, busquei ser surpreendido por ele, quanto mais livre melhor. Fiquei muito feliz com todos os resultados.

URBe – Vão haver remixes de todas as faixas? Fale sobre esse evento no Esquina.

Matheus VK – A ideia é essa. Espero que as musicas sejam interpretadas por outros DJs e produtores. Nos meus shows, não gosto de ter um repertório fechado, porque acho incrível a possibilidade de sentir a plateia e gerar uma atmosfera diferente a cada show. Nessa hora, me vejo como um DJ que sente a pista e conduz o publico pra onde for. Para mim, ter essas faixas sendo tocadas por outras pessoas que pensam como eu é um jeito de levar a ideia da “Pélvis”, da “La Malemolência” e do “Movimento Rebolático” para mais lugares.

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