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21

setembro 2015

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quarta-feira

9

setembro 2015

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Transcultura #167: Temporada Wobble // Banguela

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djmarky

Texto originalmente publicado na “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo.

Festa Wobble anuncia temporada de inverno na Fosfobox
O DJ americano Spinn, um dos pioneiros do som ‘footwork’, é a primeira atração da série
por Bruno Natal

O inverno chegou, os casacos saíram do armário e a Wobble insiste em botar a galera pra suar. Seguindo a tradição de sempre apresentar convidados de respeito em suas edições especiais, a festa anuncia um julho caprichado, com alguns dos melhores DJs e produtores da cena brasileira e um convidado internacional, o DJ Spinn, de Chicago, marcando presença na Fosfobox, a partir desta quinta.

Distribuídos entre as cinco quintas-feiras do mês, Sants, CESRV (ambos do selo Beatwise), Neguim Beats (da Darker Than Wax) — todos com passagem pela Transcultura — mais DJ Marky, MCs BK e Jonas (do Nectar Gang) e o pioneiro do hip hop nacional KL Jay (integrante do Racionais Mc’s) vão se apresentar no clube de Copacabana.

— Espero que seja irado, bem mais que a última vez, que foi muito ba. A Wobble é bacana, todo mundo passa uma vibe boa — diz Neguim Beats, na expectativa para tocar novamente no Rio.

Única atração estrangeira, Spinn (dos selos Teklife e Hyperdub) inicia a temporada, na próxima quinta.. Ele é um dos representantes da cena de footwork/juke de Chicago e incluiu o Rio em uma turnê que passa também por São Paulo e pelo México, Argentina, Chile e Peru. Um dos fundadores da festa, Rodrigo S acredita que a temporada de férias escolares serve para fazer um panorama do que está rolando até aqui em 2015.

— Tirando o DJ Spinn, temos quatro noites apenas com atrações nacionais: a volta do Marky, do Sants e a primeira visita do KL Jay. Pro publico que frequenta a Fosfobox vai ser a oportunidade de ter edições mais confortáveis, com sets mais longos dos residentes e dos convidados — diz.

No Fosfobar, no primeiro andar, várias festas convidadas darão conta da pequenina pista. Além da Riquelme, Beatwise, Eletrônico Verão e RWND Records, na última noite se apresentarão os vencedores do concurso de mixtapes promovido pela equipe da Wobble . A mistura entre novas promessas como Sants e mestres do calibre da lenda do drum’ n’ bass Marky está alinhada com o público da festa.

— O público da Wobble está em constante mudança e percebemos que está surgindo uma nova geração de DJs e produtores de bass music e isso é ótimo — diz Rodrigo S sobre o concurso de mixtapes, transformando frequentadores em atração da festa.

É dessas interações on-line que surgem colaborações entre novos produtores, como Ruxell, Dorly e Swinga, mostrando que as camadas que separam público e artista vão cada vez fazendo menos sentido. De Jacarepaguá, Ruxell toca na última festa da temporada e vai aproveitar pra lançar o EP “Kaozada”, misturando clássicos do funk com produções de bass music atual e com colaborações com Flying Buff, Marginal Men, Heavy Baile e seu próprio irmão caçula, Atman, que também produz.

Tchequirau

Com a ascensão de Chico Science, Planet Hemp, Rappa, Raimundos,mais uma pancada de outros nomes, 1994 foi um ano chave no ano brasileiro. Dirigido por Ricardo Alexandre, o documentário “Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94” conta essa história a partir da perspectiva do selo fundado pelos Titãs, Banguela Records. A estreia é no 04 de julho, no festival In Edit.

segunda-feira

7

setembro 2015

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Transcultura #164: Figueroas // Nina Simone

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figueroas_transcultura_oglobo

Texto originalmente publicado na “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo.

Kitsch quente
Sucesso com clipes que misturam estética da lambada e tom de deboche, a banda do alagoano Givly Simons dribla a desconfiança e lança o primeiro disco
por Bruno Natal

São poucas as vezes que uma entrevista com um músico falando sobre seu trabalho começa assim (com a exceção, talvez, da dupla Milli Vanilli):

— Te juro que é tudo verdade — garante o “alagoano” “Givly Simons”, “22 anos”, que acaba de lançar o primeiro disco do Figueroas, seu projeto de lambada, com vídeos passando das cem mil visualizações e muito burburinho on-line, espalhado nas redes sociais e no figueroas.com.br.

O motivo das aspas é simples: tudo ao redor do Figueroas está cercado de desconfiança. Com clipes entre o kitsch e o tosco, um visual equilibrando-se entre o retrô e o cafona, um encontro imaginário entre Borat e a turma do Hermes & Renato e lambadas como “Melô do Jonas”, é difícil dizer se é tudo o que parece ser ou apenas uma grande ironia.

— Sou fã dos ritmos latinos e quentes. Conheci a lambada pelas músicas de Aldo Sena, num disco ou K7 que tocava sempre num bar diante de onde eu morava, no bairro do Prado, em Maceió, a toda altura. Depois percebi aquele mesmo estilo de guitarra nas músicas da Banda Calypso. Com o tempo fui pesquisando e ouvindo Aldo Sena, Vieira, Oséas, Solano, entre outros mestres da guitarrada. Passei 2014 inteiro ouvindo lambadas — recorda Givly.

As composições transformaram-se no disco “Lambada quente” quando Givly apresentou a ideia da banda ao amigo Dinho Zampier, produtor e tecladista alagoano, integrante da banda do Wado, que topou coproduzir com Chuck Hipolitho (do Forgotten Boys). Além de arranjos, órgão, teclados e programações, Dinho compõe sozinho e em parceria com Givly as 11 músicas da estreia. Devido à parceria, a banda ganhou um nome, em vez de simplesmente seguir o do fundador.

— O Figueroas foi idealizado como uma banda, então achei que teria mais a ver. E deu mais certo quando o Dinho entrou e tocou a história comigo, pois daí penso que virou algo orgânico, realmente uma banda — diz.

Quanto à confusão sobre a seriedade do Figueroas e acusações de tudo não passar de tiração de onda, Givly acredita que o motivo seja uma confusão de percepção do próprio público.

— É proposital soar bem-humorado, mas sem se preocupar em ser engraçado, pois acredito que isto é algo muito natural e vai do senso de cada um definir o que é engraçado ou não. Existe sim um certo deboche, sem maldades, acho que é mais uma malandragem. O ar kitsch é proposital, uma influência, pois é uma estética que adoramos. Do kitsch e do luxo. Acredito, inclusive, que a linha que separa estes dois é muito tênue — explica o cantor.

Seja como for, foi através dos canais de humor que o som do Figueroas começou a se espalhar.

— O fato de os vídeos terem saído em sites e páginas de redes sociais de grande audiência no Brasil, até mesmo em sites humorísticos como o “Não Salvo” e o “Kibeloco”, contribuiu muito para expandir nossos horizontes e para que mais pessoas conhecessem nosso grupo. Elementos bem-humorados facilmente são confundidos com humor, zoeira. Entendo isso perfeitamente. Para nós é um elogio alguém levar na esportiva e achar engraçado. Mas não é zoeira, é sério mesmo — garante Givly.

Muito se especulou quanto às origens e verdades acerca do Figueroas. Givly se diverte:

— Já falaram que é uma invenção comercial; que sou algum rapaz rico com dinheiro pra gastar e estou nessa por diversão (gostaria muito); que o som não era feito em Alagoas, mas sim em São Paulo e por pessoas de lá; que nós somos jovens hipsters; que somos uma banda de humor… Não tenho nada contra esses rótulos, muito pelo contrário.

Com tatuagens no peito e um estilo que remete mais ao universo do rock setentista do que ao da lambada, Givly tem assumidas influências que ajudam a confundir ainda mais.

— Meu visual remete ao rock and roll, do qual sou fã incondicional, talvez até pelas tatuagens, o que acho superlegal. Meu primo, Edson Wânder, inclusive, era chamado de “O Roqueiro do Brega” nos anos 90, no Pará. Acho que está no sangue — ri ainda mais. — Já tive duas bandas de outros sons, na adolescência, ambas com influência de sons da década de 60, de punk rock praiano. Foi uma época legal, que me ensinou muita coisa e me mostrou que o que eu queria mesmo era ser músico.

Agora que embalou com o Figueroas, Givly faz seus planos.

— Quero continuar compondo e produzindo, constituir uma família e continuar as pesquisas musicais. Já estamos compondo e nos preparando para um segundo disco, que deve sair em 2016. Também estamos preparando um novo show, com banda, com toda a vontade de cair na estrada neste 2015, tocando bastante e sendo felizes — finaliza.

Um detalhe: o som é bom. Acredite quem quiser.

Tchequirau


Toda pinta de imperdível esse documentário da Netflix sobre Nina Simone, dirigido por Liz Garbus.

terça-feira

31

março 2015

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sexta-feira

19

dezembro 2014

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