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Coruja BC1, “Passando a Limpo” e os samples de imagem

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A julgar pelos clipes de “Não Espero Mais”, d’O Terno (bem parecido com o “Drifted”, do The Shoes”) e esse do Coruja BC1, os diretores e artistas andam pouco preocupados com as questões de direito autoral.

Os três clipes utilizam imagens de filmes e outros materiais com direitos reservados, sem cerimônia. O do Coruja, forçando a barra, poderia se enquadrar nos termos de fair use, por utilizar imagens de fatos citados na letra (embora a letra possivelmente não seja encarada como um material documental).

Seja como for, o uso deve ser mesmo livre e esse processo de distribuição de direitos automatizado, via blockchain, por exemplo (entenda o que é blockchain), quando couber divisão de receita. O mais importante é o processo criativo e de novas obras ser livre.

Em todo caso, não deve demorar para o YouTube travar vídeos que utilizem conteúdo em imagem protegido por direitos autorais da mesma forma que já faz com os de áudio, tirando-os do ar imediatamente.

Falando em Coruja, saiu o disco de estreia, apadrinhado por Emicida e seu Laboratório Fantasma (de quem ele parece emular tudo, do discurso ao flow) que diz: “Ele tem, hoje, a mesma febre que eu tinha há uns dez anos”.

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MC G15: 2017 chegou dando onda

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mcg15
MC G15 (fonte: Facebook)

Nove dias. Foi tudo que MC G15 precisou – além, supõe-se, de um bom investimento de mídia – para estourar “Deu Onda” em escala nacional e cravar o possível hit do verão.

Desde o lançamento do clipe dia 26 de dezembro no Canal Kondzilla (um atalho para o sucesso atualmente), uma busca básica no YouTube soma 100 milhões de execuções. Fora 8 milhões no Spotify. A música encabeça a lista viral também do Apple Music e Deezer. O G1 apontou um dado interessante: “o clipe com a faixa sem palavrões, lançado há 10 dias, já tem cerca de 32 milhões de acessos. Destes acessos, 5 milhões aconteceram entre 20h do dia 31 e 15h do dia 1º.” Annita e Neymar já citaram a música. A letra, uma declaração de amor que fala em “meu fechamento é você”, já está se tornando um hino da fidelidade, com jogadores de futebol como Ricardo Goulart postando clipes dançando com sua respectiva.

A letra não é essa fofura toda, no entanto. Na versão não-comercial, “o pai te ama” vira “meu pau te ama” e segue por esse caminho. Produzida por Jorgin DJ, a base rasteirinha (que não é exatamente uma rasteirinha, segundo o produtor Leo Justi em comentário num post do Omulu sobre a música) é muito boa, como tem sido algumas dessa safra ostentação do funk paulista. O produtor RD da NH sempre se destaca, com produções para nomes como MC Livinho. Nada estoura, é tudo pra trás, minimalista, longe dos tradicionais tamborzão ou volt mix.

Agora é ver se MC G15 consegue se segurar ou vai tão rápido quanto chegou, num ciclo que vem ficando cada vez mais curto.

“Meu Pau te Ama” (versão proibidão):

“Deu Onda” (versão light):

Versão sem censurando a palavra maconha (em pleno 2017…):

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